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quarta-feira, 16 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Autoanálise
Não escrevo em autofagia.
Apenas em fagia mesmo.
Pela minha palavra,
devoro o mundo.
E meio que não me reconheço
se não transbordo
Poesia.
Não escrevo em autofagia.
Apenas em fagia mesmo.
Pela minha palavra,
devoro o mundo.
E meio que não me reconheço
se não transbordo
Poesia.
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos
quanto aos seus direitos autorais.
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Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
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Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
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domingo, 20 de fevereiro de 2011
Linda e Lenta Manhã
O domingo trouxe
uma manhã clara
e quase fresca
de verão
Dessas manhãs tão lindas
e lentas
que simplesmente
não se vão
Sabe essas manhãs
que não correm
escorrem?
Dessas que se deixam
dentro do dia
inteiro?
Pois é.
Já vai prá mais de cinco
horas
e eu estou aqui
numa manhã linda e lenta
de domingo
conversando de tudos e de nadas
lagarteando varandas
Vai ser um por do sol lindo
o desta manhã!
Fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Crescimento
E o bebê deu altura de porta.
Pontinha dos pés,
mãozinha esticada,
mas altura de porta!
Não tem mais maçaneta
que segure!
(Flávia Côrtes - Fevereiro de 2011)
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Amazona
Na folha branca,
pastam idéias.
No lápis,
o laço.
Em horas brancas,
trotam versos
selvagens.
No olhar da poeta,
um tanto de Hipólita.
pastam idéias.
No lápis,
o laço.
Em horas brancas,
trotam versos
selvagens.
No olhar da poeta,
um tanto de Hipólita.
No olhar do poema,
um tanto de Pégaso
Não se sabe ainda
quem domando
quem.
um tanto de Pégaso
Não se sabe ainda
quem domando
quem.
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Água Raz
Ah, meu amor,
mas isso foi há tanta horas.
As horas dissolvem o desejo.
Só não me olhe assim,
ou o desejo dissolve as horas!
Ah, meu amor, já são tantos os dias...
Quem foi que disse
que os dias dissolvem a vontade?
De certo
alguém que não sabia
dissolver as horas!
Flávia Côrtes - Fevereiro de 2011
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional
e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
O meu verso... o seu verso... o nosso verso
E quando eu escrevo sobre o sentimento
E não sobre o fato
O poema ganha
Universalidade
E vira de todo mundo
Porque o sentimento
é igual
para todo o mundo
Ele só se veste de forma diferente
Nas diferentes vidas das pessoas
Nas diferentes situações
Em que nos encontramos
Todos
Pessoas
Iguais
Humanos
Janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Exemplos
Meus pais me doaram muitas coisas nesses muitos anos de aprendiz. Sim, porque filhos são aprendizes. Com sorte, aprendizes de seus Pais. Se a Vida assim não permitir, aprendizes da Vida mesmo - que mais cedo ou mais tarde adota todos os filhos, de qualquer forma.
Não vou discorrer aqui sobre todo o riso, toda a serenidade, toda a eletricidade ou todo o amor que minha mãe imprimiu em mim em todos estes anos. Nem vou contar das lições de Humanidade pontilhadas nos meus dias desde sempre. Hoje, conto para vocês só do Exemplo Feminino.
Conto do tanto de mágico que foi ver, nos incontáveis dias de minha infância, aquela dona de casa se arrumando logo cedo: perfume, batom e vestido para o expediente de mãe e esposa.
Foi minha mãe que me ensinou, por exemplo, que perfume é algo que se passa porque é bom da gente mesma sentir o cheiro. Levou anos para eu perceber que a gota atrás da nuca nunca faltou.
Minha mãe, neste ano, faz 70 anos. E você pode chegar na sua casa a qualquer hora do dia que vai encontrá-la em lavanda e vestido. Os 40% de perda óssea que a Osteoporose roubou de seu esqueleto e os quase 50% de capacidade pulmonar que a Enfisema levou do seu fôlego a impedem de algumas coisas. Mas só algumas. Não consegue mais, por exemplo, curvar-se, depois do banho, para o ritual diário de lixa e creme nos pés.
Semana passada, meus pais vieram passar uns dias aqui em casa. E eu descobri que meu pai, aos 72 anos, cuida dos pés da minha mãe, com lixa, creme e conversa e, enquanto faz isso, leva nos olhos Lavanda.
Meu pai me doou muitas coisas nesses muitos anos de aprendiz. Hoje, eu contei para vocês só o Exemplo Masculino.
Janeiro de 2011
Meus pais me doaram muitas coisas nesses muitos anos de aprendiz. Sim, porque filhos são aprendizes. Com sorte, aprendizes de seus Pais. Se a Vida assim não permitir, aprendizes da Vida mesmo - que mais cedo ou mais tarde adota todos os filhos, de qualquer forma.
Não vou discorrer aqui sobre todo o riso, toda a serenidade, toda a eletricidade ou todo o amor que minha mãe imprimiu em mim em todos estes anos. Nem vou contar das lições de Humanidade pontilhadas nos meus dias desde sempre. Hoje, conto para vocês só do Exemplo Feminino.
Conto do tanto de mágico que foi ver, nos incontáveis dias de minha infância, aquela dona de casa se arrumando logo cedo: perfume, batom e vestido para o expediente de mãe e esposa.
Foi minha mãe que me ensinou, por exemplo, que perfume é algo que se passa porque é bom da gente mesma sentir o cheiro. Levou anos para eu perceber que a gota atrás da nuca nunca faltou.
Minha mãe, neste ano, faz 70 anos. E você pode chegar na sua casa a qualquer hora do dia que vai encontrá-la em lavanda e vestido. Os 40% de perda óssea que a Osteoporose roubou de seu esqueleto e os quase 50% de capacidade pulmonar que a Enfisema levou do seu fôlego a impedem de algumas coisas. Mas só algumas. Não consegue mais, por exemplo, curvar-se, depois do banho, para o ritual diário de lixa e creme nos pés.
Semana passada, meus pais vieram passar uns dias aqui em casa. E eu descobri que meu pai, aos 72 anos, cuida dos pés da minha mãe, com lixa, creme e conversa e, enquanto faz isso, leva nos olhos Lavanda.
Meu pai me doou muitas coisas nesses muitos anos de aprendiz. Hoje, eu contei para vocês só o Exemplo Masculino.
Janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
Ensaio sobre o “Não"
Acontece que o meu
Não
é um tantinho
subversivo
Tenho um
Não Saber
Curioso
E um
Não Poder
Imprudente
Meu
Não Ser
É criativo
E o meu
Não Querer...
Ah, o meu Não Querer...
Este
Só conhece o limite
da minha Vontade
Não, não é preguiçoso
o meu
Não Querer!
Só que o pobrezinho
apaixonou-se, há anos,
pela minha Vontade
Derrete-se todo
ao primeiro sorriso dela
É só a minha Vontade
olhar para ele
e pronto!
O meu Não Querer
vira "nãozinho"!
Pois é,
de todos os meus
Nãos
o que me dá mais trabalho
É este
Apaixonado
Não Querer!
Janeiro de 2010
Acontece que o meu
Não
é um tantinho
subversivo
Tenho um
Não Saber
Curioso
E um
Não Poder
Imprudente
Meu
Não Ser
É criativo
E o meu
Não Querer...
Ah, o meu Não Querer...
Este
Só conhece o limite
da minha Vontade
Não, não é preguiçoso
o meu
Não Querer!
Só que o pobrezinho
apaixonou-se, há anos,
pela minha Vontade
Derrete-se todo
ao primeiro sorriso dela
É só a minha Vontade
olhar para ele
e pronto!
O meu Não Querer
vira "nãozinho"!
Pois é,
de todos os meus
Nãos
o que me dá mais trabalho
É este
Apaixonado
Não Querer!
Janeiro de 2010
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