Arquivo do blog

domingo, 27 de fevereiro de 2011


Independente

Eu não quero só que você
me queira
Quero que você goste
de me querer

Preciso que você me queira na sua vida.
Inteira.
E não apenas
o meu verso.

Quero ser teu amor
Menos que isso não me basta

Não quero ser teu vício
Tua dependência

Se sou seu vício
Então me diz

Que droga eu sou?!

Dezembro de 2010

Um comentário:

André disse...

Esse poema é de antologia, Flávia. Como alguns outros teus. Amor não pode ser vício, eu sempre digo, mas há quem insista em vê-lo como dependência. E aí a vaca vai pro brejo... das almas.

Incisivo, como é do teu estilo. Meus aplausos, poetisa!

Um beijo,

André