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sábado, 26 de abril de 2014

Procura a Areal

A estrada
era estreita e sinuosa.

Um caminho verde
no meio do nada.

Um quilômetro
e a vista navegava
sobre um mar de eucaliptos
ondulados ao vento.

Outro quilômetro
e uma moça caminhava
rumo a algum lugar
que não se via.

A cada duas ou três curvas,
uma casa no alto de um morro,
um pasto,
um rio

e verde,
verde,
verde...

Eu quase achei
que era lenda
a tal cidade.

Uma Atlântida
submersa no verde.

Avalon
esperando neblina.

Shangri-la
oculta nos montes.

Mas a placa
indicando chegada
interrompeu
o poema.

Que pena.

(Flávia Côrtes - Abril de 2014)