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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011


Letargia

Estirada em lençol branco,
tal náufraga
entregue à areia
pelas ondas,
repousa

Pernas e braços sonolentos
Pensamento embotado

E o coração?
Desarvorado

Fevereiro de 2011

2 comentários:

Adilson - Rio de Janeiro - Brazil disse...

Vim para um abraço ...e ler um poukinho dakilo que sai de ti em versos
bjos

André disse...

Flávia, eu sempre te digo que teus poemas são duplamente imagísticos, tu fotografas por fora, e por dentro. A imagem da náufraga ao lado das ondas do mar me fez ver a espuma branca das ondas como um lençol, ou melhor, uma mortalha. Uma morte aparente que o último dístico destrói, repentinamente.

É essa (dentre outras) qualidades literárias em teus textos que sempre me encantaram e ainda encantam.

Um beijo, querida, muitas saudades, meu carinho.

A.