Arquivo do blog
- ► 2010 (163)
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Crescimento
E o bebê deu altura de porta.
Pontinha dos pés,
mãozinha esticada,
mas altura de porta!
Não tem mais maçaneta
que segure!
(Flávia Côrtes - Fevereiro de 2011)
www.poetaflaviacortes.com.br
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
======================================================
Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
======================================================
www.poetaflaviacortes.com.br
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
======================================================
Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
======================================================
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Amazona
Na folha branca,
pastam idéias.
No lápis,
o laço.
Em horas brancas,
trotam versos
selvagens.
No olhar da poeta,
um tanto de Hipólita.
pastam idéias.
No lápis,
o laço.
Em horas brancas,
trotam versos
selvagens.
No olhar da poeta,
um tanto de Hipólita.
No olhar do poema,
um tanto de Pégaso
Não se sabe ainda
quem domando
quem.
um tanto de Pégaso
Não se sabe ainda
quem domando
quem.
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos
quanto aos seus direitos autorais.
======================================================
Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
======================================================
Água Raz
Ah, meu amor,
mas isso foi há tanta horas.
As horas dissolvem o desejo.
Só não me olhe assim,
ou o desejo dissolve as horas!
Ah, meu amor, já são tantos os dias...
Quem foi que disse
que os dias dissolvem a vontade?
De certo
alguém que não sabia
dissolver as horas!
Flávia Côrtes - Fevereiro de 2011
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional
e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
======================================================
Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
======================================================
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
O meu verso... o seu verso... o nosso verso
E quando eu escrevo sobre o sentimento
E não sobre o fato
O poema ganha
Universalidade
E vira de todo mundo
Porque o sentimento
é igual
para todo o mundo
Ele só se veste de forma diferente
Nas diferentes vidas das pessoas
Nas diferentes situações
Em que nos encontramos
Todos
Pessoas
Iguais
Humanos
Janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Exemplos
Meus pais me doaram muitas coisas nesses muitos anos de aprendiz. Sim, porque filhos são aprendizes. Com sorte, aprendizes de seus Pais. Se a Vida assim não permitir, aprendizes da Vida mesmo - que mais cedo ou mais tarde adota todos os filhos, de qualquer forma.
Não vou discorrer aqui sobre todo o riso, toda a serenidade, toda a eletricidade ou todo o amor que minha mãe imprimiu em mim em todos estes anos. Nem vou contar das lições de Humanidade pontilhadas nos meus dias desde sempre. Hoje, conto para vocês só do Exemplo Feminino.
Conto do tanto de mágico que foi ver, nos incontáveis dias de minha infância, aquela dona de casa se arrumando logo cedo: perfume, batom e vestido para o expediente de mãe e esposa.
Foi minha mãe que me ensinou, por exemplo, que perfume é algo que se passa porque é bom da gente mesma sentir o cheiro. Levou anos para eu perceber que a gota atrás da nuca nunca faltou.
Minha mãe, neste ano, faz 70 anos. E você pode chegar na sua casa a qualquer hora do dia que vai encontrá-la em lavanda e vestido. Os 40% de perda óssea que a Osteoporose roubou de seu esqueleto e os quase 50% de capacidade pulmonar que a Enfisema levou do seu fôlego a impedem de algumas coisas. Mas só algumas. Não consegue mais, por exemplo, curvar-se, depois do banho, para o ritual diário de lixa e creme nos pés.
Semana passada, meus pais vieram passar uns dias aqui em casa. E eu descobri que meu pai, aos 72 anos, cuida dos pés da minha mãe, com lixa, creme e conversa e, enquanto faz isso, leva nos olhos Lavanda.
Meu pai me doou muitas coisas nesses muitos anos de aprendiz. Hoje, eu contei para vocês só o Exemplo Masculino.
Janeiro de 2011
Meus pais me doaram muitas coisas nesses muitos anos de aprendiz. Sim, porque filhos são aprendizes. Com sorte, aprendizes de seus Pais. Se a Vida assim não permitir, aprendizes da Vida mesmo - que mais cedo ou mais tarde adota todos os filhos, de qualquer forma.
Não vou discorrer aqui sobre todo o riso, toda a serenidade, toda a eletricidade ou todo o amor que minha mãe imprimiu em mim em todos estes anos. Nem vou contar das lições de Humanidade pontilhadas nos meus dias desde sempre. Hoje, conto para vocês só do Exemplo Feminino.
Conto do tanto de mágico que foi ver, nos incontáveis dias de minha infância, aquela dona de casa se arrumando logo cedo: perfume, batom e vestido para o expediente de mãe e esposa.
Foi minha mãe que me ensinou, por exemplo, que perfume é algo que se passa porque é bom da gente mesma sentir o cheiro. Levou anos para eu perceber que a gota atrás da nuca nunca faltou.
Minha mãe, neste ano, faz 70 anos. E você pode chegar na sua casa a qualquer hora do dia que vai encontrá-la em lavanda e vestido. Os 40% de perda óssea que a Osteoporose roubou de seu esqueleto e os quase 50% de capacidade pulmonar que a Enfisema levou do seu fôlego a impedem de algumas coisas. Mas só algumas. Não consegue mais, por exemplo, curvar-se, depois do banho, para o ritual diário de lixa e creme nos pés.
Semana passada, meus pais vieram passar uns dias aqui em casa. E eu descobri que meu pai, aos 72 anos, cuida dos pés da minha mãe, com lixa, creme e conversa e, enquanto faz isso, leva nos olhos Lavanda.
Meu pai me doou muitas coisas nesses muitos anos de aprendiz. Hoje, eu contei para vocês só o Exemplo Masculino.
Janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
Ensaio sobre o “Não"
Acontece que o meu
Não
é um tantinho
subversivo
Tenho um
Não Saber
Curioso
E um
Não Poder
Imprudente
Meu
Não Ser
É criativo
E o meu
Não Querer...
Ah, o meu Não Querer...
Este
Só conhece o limite
da minha Vontade
Não, não é preguiçoso
o meu
Não Querer!
Só que o pobrezinho
apaixonou-se, há anos,
pela minha Vontade
Derrete-se todo
ao primeiro sorriso dela
É só a minha Vontade
olhar para ele
e pronto!
O meu Não Querer
vira "nãozinho"!
Pois é,
de todos os meus
Nãos
o que me dá mais trabalho
É este
Apaixonado
Não Querer!
Janeiro de 2010
Acontece que o meu
Não
é um tantinho
subversivo
Tenho um
Não Saber
Curioso
E um
Não Poder
Imprudente
Meu
Não Ser
É criativo
E o meu
Não Querer...
Ah, o meu Não Querer...
Este
Só conhece o limite
da minha Vontade
Não, não é preguiçoso
o meu
Não Querer!
Só que o pobrezinho
apaixonou-se, há anos,
pela minha Vontade
Derrete-se todo
ao primeiro sorriso dela
É só a minha Vontade
olhar para ele
e pronto!
O meu Não Querer
vira "nãozinho"!
Pois é,
de todos os meus
Nãos
o que me dá mais trabalho
É este
Apaixonado
Não Querer!
Janeiro de 2010
sábado, 25 de dezembro de 2010
Fronteiras
Sei que a ti parece
que vivo a vida em verso.
É que eu sou feita
de carne, osso e Poesia
Em mim,
o Pensamento coexiste com o Sonho
e o Real
admite o Lúdico.
Só que o lúdico dos meus dias
não me embota olhar
ou imobiliza braços!
Da mesma forma,
a mulher existe na poeta
Ou a Poeta na Mulher!
E onde fica
a fronteira
do lírico
e do não-lírico?
Importa?
Bom,
se acha mesmo que sim,
vai ter que descobrir!
E, aí,
me faz um favor?
Não me conta!
Dezembro de 2010
Sei que a ti parece
que vivo a vida em verso.
É que eu sou feita
de carne, osso e Poesia
Em mim,
o Pensamento coexiste com o Sonho
e o Real
admite o Lúdico.
Só que o lúdico dos meus dias
não me embota olhar
ou imobiliza braços!
Da mesma forma,
a mulher existe na poeta
Ou a Poeta na Mulher!
E onde fica
a fronteira
do lírico
e do não-lírico?
Importa?
Bom,
se acha mesmo que sim,
vai ter que descobrir!
E, aí,
me faz um favor?
Não me conta!
Dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
Certeza do "Não-Ser"
O que me incomoda não é a incerteza do Amanhã.
A Incerteza faz parte do Amanhã.
E isso é bom!
Que graça tem um grão com a certeza da flor?
O que me incomoda é essa certeza do "Não-Ser".
É esse antecipado saber.
Esse caminhar despreocupado para o "Não".
Eu me convenci que podia.
E me convenci que queria.
Só que, agora, diante do encanto,
diante de tanto,
percebo o que vai ser.
E isso não vai ser bom.
Porque, hoje, está bom demais!
Então, eu te conto:
Eu gosto, sim, do incerto.
O incerto me instiga.
Mas "incerto" não é certeza do "Não".
É possibilidade do "Sempre".
Se, para estar do teu lado,
é preciso caminhar para o "Não",
então, digo eu o "Não!".
Guardo o encanto,
interrompo o toque,
recolho o riso.
Te beijo e me vou.
Para um amanhã de possibilidades.
Porque te gosto.
Mas também ME gosto!
E eu
cuido de mim.
(Flávia Côrtes - Dezembro de 2010)
www.poetaflaviacortes.com.br
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
======================================================
Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
======================================================
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Mergulhada no Efêmero
Quando dei por mim
estava
despida de ontem
nua de amanhã
mergulhada no efêmero
E achei bom.
Você me diz
sonho
E me olha
como se eu fosse
me dissipar
em brumas
Eu acho graça
E até acho que gosto
de ser sonho
Está bem, confesso.
É que eu gosto de sonhos.
E, de vez em quando,
eu me dissipo mesmo
e, depois,
me refaço
inteira
ou inteiramente nova
Então
você só precisa
me sonhar de novo
amanhã
e depois de amanhã
Porque eu
acredito em sonhos
E já me acostumei
a viver os meus!
Dezembro de 2010
Quando dei por mim
estava
despida de ontem
nua de amanhã
mergulhada no efêmero
E achei bom.
Você me diz
sonho
E me olha
como se eu fosse
me dissipar
em brumas
Eu acho graça
E até acho que gosto
de ser sonho
Está bem, confesso.
É que eu gosto de sonhos.
E, de vez em quando,
eu me dissipo mesmo
e, depois,
me refaço
inteira
ou inteiramente nova
Então
você só precisa
me sonhar de novo
amanhã
e depois de amanhã
Porque eu
acredito em sonhos
E já me acostumei
a viver os meus!
Dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Redescoberta
Dezembro de 2010
Colchão, lençol e travesseiros
acomodei-me sob o céu.
Sentimento exato
de quando tinha dez anos
e minha mãe me permitia
dormir no quintal.
Olhos poetas
vasculham céu sem estrela
aprendendo nuances da noite.
Barulho de vento brincando com folha
em ventilador sem hélice.
Conversa e risada ao longe
em novela do cotidiano.
acomodei-me sob o céu.
Sentimento exato
de quando tinha dez anos
e minha mãe me permitia
dormir no quintal.
Olhos poetas
vasculham céu sem estrela
aprendendo nuances da noite.
Barulho de vento brincando com folha
em ventilador sem hélice.
Conversa e risada ao longe
em novela do cotidiano.
Ruídos
da vida embalando sono.
Vento morno
sopra pele sob lençol fino
e emaranha cacho de cabelo
em preguiçoso cafuné.
Em redescoberta de ar
que não é condicionado,
levo dentro de mim
ar livre!
Vento morno
sopra pele sob lençol fino
e emaranha cacho de cabelo
em preguiçoso cafuné.
Em redescoberta de ar
que não é condicionado,
levo dentro de mim
ar livre!
domingo, 5 de dezembro de 2010
Quase Verão
Calor horrível
de céu nublado para sempre
que não chove nem deixa de chover
Calor que entranha
em poro e pele
e dá vontade de chuveiro frio
de meia em meia hora
Calor que
embota pensamento
desacelera respiração
entorpece vontade
Dá uma vontade de nada
Pálpebra pesada na face suada
Raio de ar condicionado quebrado!
Dezembro de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)
