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- ► 2010 (163)
terça-feira, 21 de junho de 2011
Desconstrução
Seria mais fácil
Desconstruir
Se você não tivesse
Esses olhos que me olham
Por dentro
E olha que eu sou
Empreiteira empenhada
Aproveitei
Tua indecisão
Esses dias
Em que olhou ali
Para o lado
E comecei
Dupla reforma
Desconstruir sentimento
E construir os meus muros
Que esses
você derrubou todos
já tem uns meses
Eu já estava aqui
Com as obras
Bem
adiantadas, sabia?
Ah, vai
Não fica aí parado me olhando
Entra
Prepara um café
Que eu te digo um poema
Junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Poema para Quem não Perguntou
Se você tivesse me perguntado
Eu tinha te dito
Para não vir
Tinha te contado
Que estou em recesso
Feriado prolongado planejado
Mas você
Me aparece assim
Sem avisar
E eu agora, aqui,
Sem saber
Se te deixo entrar
E te peço para me esperar
Ou se te levo comigo
Ah, vai,
não me olha
com esses olhos de quem já sabe
Mania feia essa.
Sua mãe não te ensinou
A esperar convite?
Que bom.
Junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Cosmopolita
Como toda mulher,
trago em mim
todas as mulheres
do mundo.
Ora te olho
com olhos de gueixa
e acato.
Ora te rio
e desarmo.
De nova-iorquina desencanada
a heroína mexicana
em minutos.
Prática,
exagerada.
Mulher.
(Flávia Côrtes - Maio de 2011)
www.poetaflaviacortes.com.br
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
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Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
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terça-feira, 24 de maio de 2011
A dualidade não me incomoda...
Na verdade, gosto.
Hoje, pelo menos, gosto.
Texto da Série - Devaneio pela Palavra
Flávia Côrtes - Fevereiro de 2012
www.poetaflaviacortes.com.br
Na verdade, gosto.
Hoje, pelo menos, gosto.
Texto da Série - Devaneio pela Palavra
Flávia Côrtes - Fevereiro de 2012
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domingo, 22 de maio de 2011
Confissão
Apesar
da tua roupa
ainda espalhada pela casa
e da tua presença
ainda espalhada em mim,
estou te recolhendo.
Uma hora, vai virar poema.
Por hora,
só
dói.
(Flávia Côrtes - Maio 2011)
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sábado, 14 de maio de 2011
Estranha Noite
E, de repente,
Enquanto eu te contava
De sonhos trazidos
Ao real,
Você me falava
Do que não sou
Capaz
Logo a mim
Que habituei-me
A não saber do impossível
Eu não sei bem
Como
o moço
Que me falava
De janelas
Uma noite
Coloriu de amarelo
Um desenho que era
Todo azul
Vem, amor,
Vem ver o desenho
Que agora é
Todo verde
Eu espero
Maio de 2011
E, de repente,
Enquanto eu te contava
De sonhos trazidos
Ao real,
Você me falava
Do que não sou
Capaz
Logo a mim
Que habituei-me
A não saber do impossível
Eu não sei bem
Como
o moço
Que me falava
De janelas
Uma noite
Coloriu de amarelo
Um desenho que era
Todo azul
Vem, amor,
Vem ver o desenho
Que agora é
Todo verde
Eu espero
Maio de 2011
Despertar
Ela já estava acordada
Ou quase
A respiração ainda na mesma cadência do sono
E as pálpebras fechadas
mantinham a manhã do lado de fora
A consciência sonolenta
Fazia
Prazeroso o momento
A textura gelada do travesseiro sob os pés
O peso macio do edredom enrodilhado no corpo
O ronronar suave do ar condicionado sussurrando
Um verso
E o dia se vestiu de domingo
Para acordar
A poeta
Maio de 2011
Ela já estava acordada
Ou quase
A respiração ainda na mesma cadência do sono
E as pálpebras fechadas
mantinham a manhã do lado de fora
A consciência sonolenta
Fazia
Prazeroso o momento
A textura gelada do travesseiro sob os pés
O peso macio do edredom enrodilhado no corpo
O ronronar suave do ar condicionado sussurrando
Um verso
E o dia se vestiu de domingo
Para acordar
A poeta
Maio de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Apneia
E, mesmo quando eu estou
inteira em mim mesma,
conhece o caminho.
Sabedor das minhas marés,
mergulha em mar cristalino,
me descobre em calmaria,
me encontra em madrepérola,
me inspira
e submerge comigo.
Escondida em tua mão,
me faz presente
em nós dois.
(Flávia Côrtes - Abril de 2011)
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos
quanto aos seus direitos autorais.
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