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quarta-feira, 8 de junho de 2011


Desperta

Acordar para mim
É lentidão

O corpo vem para o dia
Muito antes da mente
Chegar

É um momento
Em que sou muito mais
Sensação
Do que pensamento

Talvez por isso
Veja o verso tão melhor
Nessa hora

Eu me amanheço.

Junho de 2011

Um comentário:

André Bessa disse...

Realmente, Flavita, o corpo está na rua, mas a cabeça continua ainda em casa, não é? *rs

Teu poema é muito bom, lúcido. No verso final, lembrou-me um verso meu, já antiguinho mas ainda inédito, que diz "eu me amanheço em cada sonho que eu mesmo teço."

Boas ressonâncias, meus parabéns, querida!
Beijos.