Novembro de 2009
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domingo, 1 de novembro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Um dia aprende a segurar o olhar.
Será que um dia isso se aprende?
Outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Porque se a minha vontade encontra a sua vontade... a vontade volta. E se repete. E me pede prá te ver. Mas, se não for no mesmo tempo... se não for da mesma forma... se não for no mesmo tanto... mesmo que eu não saiba, mesmo que eu não veja, a minha vontade sabe. Porque a vontade da gente vê a vontade do outro... antes mesmo da gente ver.
Devaneios pela Palavra
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Poema para Paloma
As mães são sábias... pressentem os destinos dos filhos...
E em atitude de amor e instinto
Presenteiam a estes com nomes... como se desejos maternos fossem.
Imaginaria essa mãe, no primeiro grito da menina, o quão visceral seriam todos os outros?
Já sentia essa mãe, quando a menina sugou no seu peito o primeiro leite, a força e a intensidade com que sorveria cada minuto da vida?
E a menina ganhou um nome branco... nome de ser que voa.
Abre suas asas, Paloma... voa.
Setembro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Quando não der para ser feliz em todo o tempo,
seja feliz por uma tarde,
feliz pela manhã.
E, se não der para ser feliz por tanto tempo,
seja feliz por uma hora,
feliz por um momento,
feliz por um minuto,
feliz num pensamento.
E se não der para ser feliz
nesse minuto,
seja feliz por um segundo.
Que uma hora,
o segundo vira minuto,
e o minuto vira hora,
até a hora virar manhã.
e a manhã encontrar a tarde.
E tudo ficar bem.
De novo.
Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
domingo, 6 de setembro de 2009
raramente se reencontram
falando em “quanto tempo”?
Se disserem algo,
dirão apenas "que saudade”.
não é o mesmo que acontece
para as outras pessoas.
E os anos magicamente se fundem em um único abraço.
faz mais feliz
do que muitas horas sorrindo
do que um dia de condolências
do que uma hora de palavras
Para isso, um olhar e um segundo bastariam.
Eu tenho algumas tribos. Alguns amigos de infância e da adolescência. Irmãos que viraram melhores amigos. Amigos que são uma família. Amigos que eram amigos de amigos... e que agora são meus. Alguns amigos da faculdade. Algumas poucas pessoas do trabalho. O pessoal da Poesia. E amizades que não fazem parte de grupo algum, gente que eu fui conhecendo pela vida.
São as minhas pessoas. É uma gente bem humorada, apaixonada, intensa e carinhosa. E com gostos, histórias de vida e disponibilidades as mais variadas.
Eu tenho amigos que conheço da vida toda. E a vida tem sido melhor por conta deles.
Tenho amigos que sabem rir. Já riram comigo, riram para mim, riram de mim e riram de si mesmos. São pessoas com quem eu quero rir todo o meu riso.
Tenho amigos que sabem brigar. Já brigaram por mim, brigaram comigo, brigaram com os meus demônios. São pessoas por quem e com quem eu enfrento qualquer dragão.
Tenho amigos que sabem o que fazer com silêncios. Já me respeitaram e já me invadiram. Mas sempre estiveram ali.
E tenho amigos que conheço há tão pouquinho tempo. E já sei que a vida vai ser melhor por conta deles. São amizades à primeira vista. Amigos com quem eu tenho tanto o que rir junto e chorar junto... Por eles o sentimento não é menor. Só mais novinho. Precisa de tempo.
Amizades são como amores, vão amadurecendo, enraizando, florescendo, a cada dia. E eu cultivo as minhas.
Agosto 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Mágica e estranha a sina do poeta.
Ver o mundo virar palavra.
Deixar o olho fotografar a vida.
Digerir todo dia a si mesmo.
Sentir o ar se encher do sentimento mudo.
E esperar.
Esperar para ver se o verso veste palavra.
Esperar até as palavras rodearem devagarinho.
Até o texto vir inteiro e forte.
Até as palavras se esparramarem, cristalizadas, no papel.
E, enfim, ser igual a toda gente.
Agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
e cá estou eu a te contar de sonhos, suspiros e vontades.
Era época de te perguntar o que você faz, onde estudou, o que planeja
e cá estou eu te perguntando o que te encanta, instiga e desafia.
Era época de eu te falar do trabalho, da família, dos amigos
e eu me encontro te falando do que contenho e excedo.
Era tempo de eu querer saber onde mora, se tem um hobbie
e eu me encontro querendo saber o que tem esperado, suspirado, transpirado.
Era tempo de contar o que fiz ontem
e cá estou eu te contando do meu lugar do sonho e de como escolho livros.
Era tempo de saber o que vai fazer hoje
e eu me encontro querendo saber o que te faz feliz.
O tempo era de ser educada e simpática
e eu me vejo contando hábitos estranhos ao mundo,
te falo sobre poemas ditos na varanda,
mostro as metáforas que pulsam nas minhas palavras.
Mas o tempo
fundiu minuto em hora
no momento em que o espelho refletiu.
E a época
abriu o espaço
no instante em que nos reconhecemos.Agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
O lugar do sonho é aquele que fica impresso na retina no momento exato em que você olhou para ele. Basta um olhar e a imagem fica guardada na alma. E brinca de vez em quando com a sua vontade.
O legal é que o lugar do sonho pode mudar. Porque se você é dessas pessoas que, como eu, têm mania de trazer sonhos para a realidade, uma hora dessas o lugar vai sair do sonho para entrar na lembrança... com todas as suas cores, sabores, sons, cheiros e toques. Vai deixar de te arrancar suspiros para te trazer sorrisos.
A primeira vez que isso me aconteceu eu fiquei quase triste. Senti falta de sonhar acordada com o lugar. Mas isso durou pouco... só até ver pela primeira vez o meu lugar do sonho. Um lugar que parece um pedaço do céu grudado no chão e que tem um nome que lembra manhãs de domingo.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Trabalho, família, momentos... nada disso nunca foi motivo para não viver, não fazer... sem saber, sem poder... O único motivo é não querer. Fácil e simples. Não precisa explicar. Não precisa entender. Não precisava nem dizer.
Então, relaxa. Sedutor é o reflexo. Encantador é o eco. Se você não quer... como posso eu, então, querer?
Agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Eu sabia, desde a hora que acordei, que não viriam... mas esperei assim mesmo. Assim como quem espera ligação de namorado novo. A gente sabe que não vai acontecer, mas espera. E a espera também é boa.
Deu vontade de dar uma ligadinha para as minhas palavras. Eu não sou muito boa nessa coisa de esperar. Mas aí, lembrei que tinha que ir ao mercado e saí para o meu domingo. Estranho e mudo domingo.
Agosto de 2009
domingo, 2 de agosto de 2009
Abri a porta para você. Verdade que eu só queria te ver um pouco. Mas você chegou aqui e me olhou desse jeito que só você olha. E me tocou desse jeito que ninguém mais toca. Teu toque derreteu o tempo e fez da hora a certa.
Eu te vi ir antes mesmo de você sair. Tudo bem. Eu que te deixei entrar. Então eu deixo você ir. Me faz um favor, vai. Encosta a porta para mim quando você sair.
Julho de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
Arrasta para o centro da sala a sua cama. Troca as cortinas. Esvazia as gavetas. Tira do armário os lençóis novos. Joga fora os sapatos velhos. Compra uma cafeteira nova. Coloca um vaso de flores no banheiro. E pendura quadros novos nas paredes.
Se não funcionar...
Arrasta para o centro da cama as suas gavetas. Tira as cortinas. Joga fora os lençóis. Esvazia a cafeteira. Coloca na geladeira os sapatos velhos. E tira do armário as flores.
Julho de 2009
Brincando de Réplicas com a minha amiga Alice
Confiram o poema que gerou este:
http://loucurasfemininasdealice.blogspot.com/2009/07/alguma-coisa-esta-fora-da-ordem-na.html
Viro, eu também, o espelho através do vidro.
Que gosto é esse pelo abismo? Que atração é essa pela queda? Olhamos pela encosta, qual asnos, hipnotizados. A certeza do impacto não reduz, em nada, a sedução do vôo.
Nossa fragilidade nos fortalece. Nossa incoerência nos seduz. Relevamos a nós mesmos, mas também ao outro. Revelamos a nós mesmos, mas raramente ao outro. Perdemos a nós mesmos e também ao outro. Mas seguimos.
Julho de 2009
Este escrevi para um amigo que tem o desconcertante hábito de me virar espelhos de repente. Alguns, inclusive, em que eu ainda não tinha olhado.
Gosto quando você me conta das suas histórias e das suas vitórias.
Te falo das batalhas que briguei por dentro.
Te conto dos medos que venci sozinha.
Entendo quando você me conta dos seus receios e dos seus defeitos.
A gente se reconhece.
Te deixo me beijar por dentro e aprender meus beijos.
Aprendo o teu abraço.
Gosto quando você me olha, me vê e me traduz.
Gosto de olhar para você, bonito e nu,
contando para mim das coisas que você ama.
A gente se seduz.
Gosto de saber que posso me amparar em você,
mas que você sabe que isso vai ser muito raro.
E que não se incomoda com isso.
É bom me encontrar em você.
E é muito bom saber
que você sabe
que, se precisar, eu me perco de você.
Só não sei me perder de mim.
Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
