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domingo, 19 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
Coletivos
Enquanto você for
ombro e mão,
sempre haverá mais gente em volta
do que quando você for boca
ou precisar de chão.
(Flávia Côrtes - Maio de 2013)
www.poetaflaviacortes.com.br
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
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Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
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segunda-feira, 13 de maio de 2013
Azul Rendado
Os olhos da mulher buscavam
o céu azul por trás
da delicada renda branca
das nuvens.
As mãos do homem descobriam
a pele branca por baixo
da delicada renda azul
da mulher.
A cidade abaixo.
A paixão acima.
Em renda, agora vermelha,
dois incendiavam
o poente.
A noite soprou o sol
e acendeu luzes douradas
dentro deles.
Flávia Côrtes - Maio de 2013
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos
quanto aos seus direitos autorais.
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quinta-feira, 9 de maio de 2013
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Nada é tão simples assim.
Um cheiro de café
não é só um cheiro de café.
É um sabor de pausa,
um desacelerar,
uma renovação.
2% de cafeína
diluída em outras substâncias
não explicam isso.
O gosto da água
não está escrito
em insossas enciclopédias.
É o avesso da sede.
Um alívio,
um frescor.
2 átomos de hidrogênio
abraçados a oxigênio
não contam isso.
Um feijão de mãe
nunca precisou de mais do que
alho, sal e cebola
para ser inesquecível.
O olhar do teu amigo
dispensa legendas.
Então, porque este esforço todo
para entender
100% do que
sente
ou quer?
Não precisa ser
tão complexo
assim.
Viva!
(Flávia Côrtes - Maio de 2013)
domingo, 28 de abril de 2013
(C)oração
Que a sua boa intenção
jamais ofusque
o seu bom senso.
Porque desde que o mundo é mundo
enche-se o inferno
de boa vontade.
Que a sua boa vontade
não te leve
à indelicadeza.
Se levas flores no peito,
não esqueças
de descalçar os coturnos.
Porque não é de hoje
que marcham exércitos
sobre terras santas.
Abençoadas as mães
que ensinam aos filhos:
"Obrigado!"
"Por favor!"
E "Desculpe-me!"
Lembra, então, Coração:
"Como é que se fala...?"
(Flávia Côrtes - abril de 2013)
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quinta-feira, 25 de abril de 2013
quarta-feira, 24 de abril de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Toda mulher,
não importa a idade,
leva dentro de si tantas
e tão outras.
Diferentes de si mesma.
E, ainda assim,
a mesma.
Ainda que o mundo
a veja uma,
toda mulher é muitas.
Algumas vezes,
ela mesma,
acostumada que é ao espelho,
fixa-se por muito tempo
em apenas uma das faces.
E assim se mostra a todos.
Inclusive a si mesma.
Mas um ser que sangra
ou pari
em diferentes fases da lua
e que tem um corpo-casulo,
ainda que não saiba,
ainda que não queira,
muda.
Toda mulher é mãe de si mesma.
Mais dia, menos dia,
se concebe outra.
Mais ano, menos ano,
gesta-se novamente.
E, em uma noite dessas,
numa lua assim,
no quarto da velha,
a dor, o grito e o choro
viram riso.
Olha!
É uma menina!
(Flávia Côrtes - 22 de abril de 2013 às 12:20h)
domingo, 21 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Décima segunda badalada
Se não funcionou quando havia encanto,
vai funcionar depois do desencanto?
Assim como o caminho
começa no caminhar
e o movimento
movimenta,
o que não evolui
atrofia.
(Flávia Côrtes - abril de 2013)
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Como beijo sonolento e terno
apagando um sonho ruim.
Como suspiro profundo e lento
em poente de um dia difícil.
Como corpo estirado na grama
completada a maratona.
Existe sempre um hiato
e um tempo possível
para aqueles que se sabem.
Porque querem.
(Flávia Côrtes - abril de 2013)
quinta-feira, 4 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Quem sabe um desses
que desenham antes o contorno da boca
decorando a textura
e adivinhando a alma.
Ou, ainda, um desses
que levam mãos aos ombros
esvoaçando o toque
e dissipando o pensamento.
Lábios provados bem devagar.
Toques quase sem língua.
Ainda.
Um gosto de quase.
Prenúncio de muito.
Respiração suspensa no ar.
Vertigem.
Um beijo
que beija mais que a boca
que desalinha mais que a roupa.
Seria este um beijo assim?
(Flávia Côrtes - Abril de 2013)
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segunda-feira, 1 de abril de 2013
Cem metros, mas não rasos.
A tarde era menina
e, ainda assim,
precedia a noite
onde a lua
era cheia.
Fossem os beijos menos intensos
e, quem sabe, a chuva menos forte,
talvez tivéssemos esperado mais.
Consumidos e insones ,
iluminamos, porém,
a noite clara.
Etapas às chamas!
(Flávia Côrtes - Abril de 2013)
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quinta-feira, 21 de março de 2013
Bobagens ou Reflexões Insones
Portões e inícios
se namoram.
Costumava achar
que não se faz furacão em
calmaria.
Toda tempestade respinga.
Mas nem toda gota
água.
E se o Mar é masculino,
porque a Onda é fêmea?
Agora eu posso
dormir.
(Flávia Côrtes - março de 2013)
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segunda-feira, 18 de março de 2013
Simples, mas não fácil.
Há o que a gente acha
e o que simplesmente é.
Há o que a gente resolve
e o que simplesmente sabe.
E há o que a gente quer
e o que simplesmente não quer.
Os motivos do querer e do não querer
não são racionais
ou cognitivos.
Não dariam uma tese de mestrado,
não caberiam numa dissertação,
e eu ainda não sei se cabem
em um poema.
Quando a gente não quer,
motivos brotam.
E, quando a gente quer
de verdade,
aos "nãos",
terra!
(Flávia Côrtes - março de 2013)
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
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