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terça-feira, 12 de julho de 2011


Era uma vez

E éramos nós dois e o mundo
em um tempo
onde qualquer sonho
era possível

Sem metáforas
mas criativos,

sem encenações
mas poéticos,

desenhávamos
um futuro
de arte
e poesia

Sonhos sonhados
em madrugadas
viravam fatos
em nossos dias

Fizemos o que foi possível
antes da décima segunda badalada
dissolver o encanto
e paralisar
o sonho

Dizem que só o beijo
de um amor verdadeiro
desfaz o feitiço

Aguardemos
cem anos.


Julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Veleiros

E eu
Que conduzo os meus caminhos
Que imprimo os meus ritmos
E escolho os meus rumos


Soltei amarras
Em redemoinho
Pleno
Do teu toque

Foi bom te ver
delicado e firme
tomar o leme
e realinhar o rumo

Então te deixo escolher
por que águas
por que ventos
e a quantos nós

E aprecio a viagem.

Julho de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

Êxodo

Migrei
De nós dois

Não sem olhar
Para trás
É verdade

Mas é que me prefiro
Estátua de Sal
Do que ter-te
Eternamente
Em mim

Porque amores
que não se estingüem
viram mitos

Conduzi-me
Portanto

Sem revelações
E sem regras

Nem santa
Nem prometida

Mas senhora de mim

Julho de 2011
Forma e Conteúdo

E quando vejo
cá está você
em meu verso

De novo
Ainda
E novamente

De certa forma
já está em mim

Descubramos juntos,
então,
todas as formas.


Julho 2011


Ciclos

Quando me dei conta,
foi-se o faz de conta.

E, na realidade de nossos cotidianos,
se me perguntam
se já fiz as contas,
se valeu a pena,
me espanto...!

Contar o que?

Arte?
Intangível.

Amizade?
Imensurável.

Fechamos o ciclo,
cumprimos o círculo,
terminamos o circuito
de Outra Paixão.

E, naquilo que não tem início ou fim,
nos descobrimos,
nos mostramos,
e nos soubemos.

Então, eu te conto
incontáveis vezes
esse faz de conta.

Era uma vez, um grupo de amigos...
...
E foram felizes.

(Flávia Côrtes - Julho de 2011)

www.poetaflaviacortes.com.br


Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.



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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Rapunzel

Se a escalada ainda te encanta
Ainda que me faltem as tranças
Te estendo as mãos

E quem sabe me ajuda
A derrubar os muros

Julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011


Licença Poética

Te quero num hiato de tempo
Ritmada vogal ecoada
Entre as consoantes
de nossos dias

Só não me peça explicações
De como conjugo
Teu verso em mim

Esquece a gramática, vai

Ou, então,
chama
isso
de liberdade poética


Julho de 2011


Naturismo

Descobriu-a nua
Entre linhas
Antes mesmo
De sabê-la nua
Entre lençóis

E agora
que já a viu
Inteira

Pode até baixar os olhos
Mas falta força ou vontade
Para suspender
O vestido


Julho de 2011

sábado, 2 de julho de 2011


Efemeridades

E se eu descubro desenho
em nuvem

E escuto sino
em pingo d’água

Por que o espanto
em eu ter visto tanto?

Por que a surpresa
em eu ter sido muitas?

Você devia saber

A arte dá perenidade
ao efêmero


Julho de 2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011


(des) proporções

Pela manhã?
10% bom humor...
90% você sabe o que

Sem você por perto,
administro as proporções,
fazer o que?

música, café da manhã, um banho

Mas com você por perto
Ah, com você por perto...

Beijo onde encontrar pele
até te tirar do sono
até você me olhar com olhos que me dizem
eu bem sei o que

Julho 2011

quinta-feira, 30 de junho de 2011


(In) definições

Instinto
Nem inteligência
Nem querer
Só saber

Vontade
Nem inteligência
Nem saber
Só querer

Não
Não te conto
O que me diz o instinto
O que me pede a vontade

Poema
Cada um pega o seu
Dentro do verso

Junho de 2011


quarta-feira, 29 de junho de 2011


Déja vú

Com você
Tenho a sensação
De que sigo reescrevendo
Versos

São belos os versos
E gosto da poesia

Mas deixa eu te contar
Os melhores versos
Ainda são

Os que surpreendem

Junho 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011


Desconstrução

Seria mais fácil
Desconstruir
Se você não tivesse
Esses olhos que me olham
Por dentro

E olha que eu sou
Empreiteira empenhada

Aproveitei
Tua indecisão

Esses dias
Em que olhou ali
Para o lado

E comecei
Dupla reforma

Desconstruir sentimento

E construir os meus muros
que esses
você derrubou todos
já tem uns meses

Eu já estava aqui
com as obras
bem
adiantadas, sabia?

Ah, vai,
não fica aí parado me olhando

Entra
Prepara um café
que eu te digo um poema

Junho de 2011


terça-feira, 21 de junho de 2011




Desconstrução

Seria mais fácil
Desconstruir
Se você não tivesse
Esses olhos que me olham
Por dentro

E olha que eu sou
Empreiteira empenhada

Aproveitei
Tua indecisão

Esses dias
Em que olhou ali
Para o lado

E comecei
Dupla reforma

Desconstruir sentimento
E construir os meus muros
Que esses
você derrubou todos
já tem uns meses

Eu já estava aqui
Com as obras
Bem
adiantadas, sabia?

Ah, vai
Não fica aí parado me olhando
Entra

Prepara um café
Que eu te digo um poema

Junho de 2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011


Poema à Fidelidade

As pessoas
não são fiéis

Elas são felizes.

(Junho de 2011)

quarta-feira, 15 de junho de 2011


Poema para Quem não Perguntou

Se você tivesse me perguntado
Eu tinha te dito
Para não vir

Tinha te contado
Que estou em recesso
Feriado prolongado planejado

Mas você
Me aparece assim
Sem avisar

E eu agora, aqui,
Sem saber

Se te deixo entrar
E te peço para me esperar
Ou se te levo comigo

Ah, vai,
não me olha
com esses olhos de quem já sabe


Mania feia essa.
Sua mãe não te ensinou
A esperar convite?

Que bom.

Junho de 2011

domingo, 12 de junho de 2011


Cadê o encanto que estava aqui?


Antes do desapaixonar,
há o desencantar.

Junho de 2011

quarta-feira, 8 de junho de 2011


Desperta

Acordar para mim
É lentidão

O corpo vem para o dia
Muito antes da mente
Chegar

É um momento
Em que sou muito mais
Sensação
Do que pensamento

Talvez por isso
Veja o verso tão melhor
Nessa hora

Eu me amanheço.

Junho de 2011

domingo, 5 de junho de 2011


Olhos de Ver

É que o meu olho
Alcança
Onde vive o
Teu sonho


Junho de 2011

Poeme-se!

Desenha
com o corpo
o poema

Gira
Com a rima
Na ponta dos dedos

Inspira
Respira
Transpira

Diz o verso
Desde o estômago

Deixa
Te percorrer

Poeme-se!

Junho de 2011