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- ► 2010 (163)
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Convocando Reforços!
Arcanjo,
Querubim,
Serafim...
...ai de mim!
Anjo do Senhor!
E da Senhora?
Minha virgem tem anjos?
Ou são todos dela?
Então, minha Maria,
envia logo suas legiões
que, nessa manhã,
o poeta
me mandou versos.
E, logo hoje, que eu estou assim desse jeito...
Envia logo
dois mil e quinhentos reforços
ao meu pobre Anjo da Guarda
que, hoje, eu não respondo por mim.
E já tem um tempo
que o poeta
já não responde por ele.
Flávia Côrtes – Julho de 2010
www.poetaflaviacortes.com.br
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
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Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
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sábado, 3 de julho de 2010
Verso em Voz
Voz
Sopro que sai pela garganta
traz de dentro
parte da essência
Minha palavra
inteira
precisa
voz
olho
respiração
a palavra
dita
não lida
decorada
o verso
conversado
contado
em ritmo
intenso
ou
então
segredado
suave
em sussurro
às vezes
um sorriso
misturado
som da respiração
tom da voz
incorporados ao poema
como mais um verso
Meu verso tem fome de voz!
Julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Artífice
Qual artesão,
esboça a minha vontade,
desenha o meu desejo,
esculpe o que eu quero.
Maestro,
rege meus suspiros,
compõe meus arrepios,
me descompõe.
Pintor das minhas nuances,
mergulha as mãos em minhas tintas
e faz de mim
tela branca de ti.
Diretor do desatino
coordena nossa loucura.
Me faz personagem,
desnuda em tua cena.
Cineasta de um filme
inédito de nós dois,
me olha como quem sabe o final.
E eu que nem vi o início.
Dançarino que me conduz
em ritmo que é só nosso.
Me enlaça e me leva,
bailarina em teus abraços.
Poeta
da palavra que eu não disse,
do canto que me seduz,
do verso que eu mais quero.
E eu aqui,
criadora
e criatura,
vejo no ar
as imagens do que dissemos,
as figuras do que pintamos.
Nossas cenas,
nossas cores,
se condensam em mim.
E me deixam aqui exposta
em poema de nós dois.
(Flávia Côrtes - Junho de 2010)
www.poetaflaviacortes.com.br
Qual artesão,
esboça a minha vontade,
desenha o meu desejo,
esculpe o que eu quero.
Maestro,
rege meus suspiros,
compõe meus arrepios,
me descompõe.
Pintor das minhas nuances,
mergulha as mãos em minhas tintas
e faz de mim
tela branca de ti.
Diretor do desatino
coordena nossa loucura.
Me faz personagem,
desnuda em tua cena.
Cineasta de um filme
inédito de nós dois,
me olha como quem sabe o final.
E eu que nem vi o início.
Dançarino que me conduz
em ritmo que é só nosso.
Me enlaça e me leva,
bailarina em teus abraços.
Poeta
da palavra que eu não disse,
do canto que me seduz,
do verso que eu mais quero.
E eu aqui,
criadora
e criatura,
vejo no ar
as imagens do que dissemos,
as figuras do que pintamos.
Nossas cenas,
nossas cores,
se condensam em mim.
E me deixam aqui exposta
em poema de nós dois.
(Flávia Côrtes - Junho de 2010)
www.poetaflaviacortes.com.br
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos
quanto aos seus direitos autorais.
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Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
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Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Dueto do que te leio
Ah, poeta
Se minha é tua poesia
E meus são os teus versos
O que dizer desse encanto
Que me invade
Olhos, peito e pensamento
E derrama
Verso nu em papel branco
Espelho do que me mostra
Vontade do que me diz
Dueto do que te leio
Então me conta
Poeta
E esses versos que escrevo
Agora
São de quem?
Junho de 2010
(esse poema nasceu depois de ler um lindo texto do poeta Mário Roberto Guimarães. Quem puder conferir o texto, e encantar-se como eu, é só checar o link:http://recantodasletras.uol.com.br/sonetos/2336095
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Que nada... que bom!
Ah, minha amiga,
não estranha isso, não
Que é assim mesmo
Esse nada!
Aproveita o nada, querida.
Hoje, nada é bom!
Porque ontem
foi tanta dor...
E eu te trago a boa nova!
Quando a gente acorda
assim vazia
cheia de nada
E se sente
como quem, subitamente,
se livrou de uma dor de cabeça
E até estranha...
acostumada que estava
com a dor
Ah, querida,
esse nada
É porque passou, sabe?
Depois disso
mesmo que demore
mais dia
menos dia
os dias
se enchem
de luz
de novo
Então,
aproveita, querida,
esse momento
silencioso
e calmo
que a noite nos presenteia
antes da alvorada
Se aconchega
no edredom de si mesma
Abre os olhos
Deixa o ar encher o teu peito
E se prepara
O sol vai chegar.
Junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Foto de uma mulher perdendo o sono
Ruim de dormir cedo demais era isso. Abriu os olhos e deu um suspiro. Olhou as horas no celular. Noite ainda. Pela janela, o dia contava que ia nascer dali a pouquinho. O céu começava a perder noite... as beiradas ganhando cor e o miolo clareando. Se enrola no edredom e se leva descalça para a varanda para ver dia desabrochar. Fechou os olhos e deu um suspiro. Bom de dormir cedo demais era isso.
Devaneio pela Palavra
Junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Versos que me reconhecem mulher
Te leio
E te escrevo
Desarticulada
Pensamento intercalado
Entrelaçado
Misturado
Em verso
Em sensação
Verso que ecoa em voz
Voz que tremula em verso
Labareda
Pensamento
que toca
que envolve
que prende
que solta
que fita
denso
desnudo
Transpiro-te
Em versos
Que me reconhecem mulher
Junho de 2010
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