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segunda-feira, 21 de junho de 2010


Que nada... que bom!


Ah, minha amiga,
não estranha isso, não
Que é assim mesmo
Esse nada!

Aproveita o nada, querida.
Hoje, nada é bom!
Porque ontem
foi tanta dor...

E eu te trago a boa nova!

Quando a gente acorda
assim vazia
cheia de nada

E se sente
como quem, subitamente,
se livrou de uma dor de cabeça

E até estranha...
acostumada que estava
com a dor

Ah, querida,
esse nada
É porque passou, sabe?

Depois disso
mesmo que demore

mais dia
menos dia

os dias
se enchem
de luz
de novo

Então,
aproveita, querida,
esse momento
silencioso
e calmo
que a noite nos presenteia
antes da alvorada

Se aconchega
no edredom de si mesma

Abre os olhos
Deixa o ar encher o teu peito
E se prepara

O sol vai chegar.


Junho de 2010

2 comentários:

João Videira Santos disse...

do recanto para aqui seguindo o canto das palavras e que canto encontro no canto das suas lavras...

Cláudia Costa disse...

Perfeita.

A tua palavra fala tanto que só me deixa o encanto emocionado, a alegria de ler, de sentir, de encantar-se.

Obrigada por ser uma maga das palavras!!