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domingo, 13 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Borboletando
Voos aos olhos
que molho
em cores.
Versos
que adentram versos,
palavra sobre palavra,
amores em letras.
Borboletas
meu pensamento
poeta.
E voo.
Junho de 2010
Meu agradecimento ao meu amigo Da Montanha, pela inspiração e pelos versos que podem conferir em http://www.recantodasletras.com.br/poesiasdealegria/2306808
domingo, 6 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Era uma vez um gato amarelo
Ela não desgostava de gatos. Também não gostava especialmente. Um dia, por capricho da vida, ficou com a custódia de um. Tinha nome de iogurte. Foi a primeira vez, depois de adulta, que precisou cuidar de uma coisa viva. Parecia fácil. Água, areia e ração.
Ele não se incomodava com os horários dela. Era carinhoso sem ser grudento. Percebia seus humores... deitava sobre o seu peito quando estava triste - coisa freqüente naqueles dias. Tinha os tempos dele... sumia de vez em quando. E, às vezes, ficava imóvel olhando o ar como se houvesse alguma coisa que só ele via. A ponto dela dar risada e perguntar se ele também escrevia.
Esteve com ela por dois anos. E isso já tem alguns agora.
Custou um bocado para perceber que aquela também foi a primeira vez, depois de adulta, que permitiu que cuidassem dela.
Junho de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
De olhos fechados danço (e não devia te dizer)
Eu não devia te dizer,
mas essa lua,
essa músicae esse teu olhar...
De olhos fechados danço
e o teu olhar antecede o toque.
Danço de olhos fechados,luz sobre pálpebra,
e o som que percorre o corpo
me leva junto com ele.
De olhos fechados dançoe o teu olhar antecede o toque.
Danço sob olhos poetas,
retina sobre pele,
e o olhar que percorre o corpo
me leva junto com ele.
De olhos fechados danço
e eu não devia te dizer.
Tua prudência não te dissedo perigo
de provocar poetaem noite com lua assim?
(Flávia Côrtes - Maio de 2010)
www.poetaflaviacortes.com.br
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
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Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
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A Hora se Esconde
Espelho.
Formas diferentes,
maneiras diferentes,
caminhos diferentes,
mas espelho.
Formas diferentes,
maneiras diferentes,
caminhos diferentes,
mas espelho.
Desenha os meus caminhos.
Inspira minha vontade.
Inspira minha vontade.
Um beijo
e me derrete o verbo.
e me derrete o verbo.
Transpiro o teu gosto.
Um minuto,
um instante,
um centímetro,
um suspiro.
um instante,
um centímetro,
um suspiro.
Encontrada em tuas linhas,
a hora se esconde.
a hora se esconde.
(Flávia Côrtes - Maio de 2010)
www.poetaflaviacortes.com.br
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Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
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Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
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Você sabia que o inicio da noite tem nuances furta cor na beirada do céu? Eu acho que o dia, que já foi embora, deixa um tantinho luz na beirada do céu. Será que por ciúme da noite? Ou medo da gente esquecer dele quando soltar o olho no escuro, navegando retina em estrela até a lua encher pensamento. Bobagem do dia. Mas que ficou lindo, ficou.
Devaneios pela Palavra - Maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
Amizade tem disso
A gente fica um tempo sem se ver.
E sente saudade.
E lembra sempre.
Mas fica bem.
Mas quando encontra...
Ah, quando encontra!
É tão bom, tão bom,
que a falta, depois, pesa o ar.
Só de lembrar
dá vontade de abraço.
É que a gente lembrou
o que é ter aquela pessoa em volta da gente.
Sim, porque
amigos de verdade
nunca estão apenas
com
a gente.
Quando longe,
levamos dentro.
E, quando perto,
estão em volta.
E sente saudade.
E lembra sempre.
Mas fica bem.
Mas quando encontra...
Ah, quando encontra!
É tão bom, tão bom,
que a falta, depois, pesa o ar.
Só de lembrar
dá vontade de abraço.
É que a gente lembrou
o que é ter aquela pessoa em volta da gente.
Sim, porque
amigos de verdade
nunca estão apenas
com
a gente.
Quando longe,
levamos dentro.
E, quando perto,
estão em volta.
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos
quanto aos seus direitos autorais.
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Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
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Profecia
Quando eu nasci, um anjo lindo...
Sim,
porque torto ou esguio,
louco ou lúcido,
esbelto ou gordo,
se é anjo,
anjo é.
E, portanto, lindo!
... de asas imensas e olhar azul
olhou para mim e disse:
“Te conto, não, menina, vá você descobrir!”
Quando eu nasci, um anjo lindo...
Sim,
porque torto ou esguio,
louco ou lúcido,
esbelto ou gordo,
se é anjo,
anjo é.
E, portanto, lindo!
... de asas imensas e olhar azul
olhou para mim e disse:
“Te conto, não, menina, vá você descobrir!”
(Flávia Côrtes - Maio de 2010)
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos
quanto aos seus direitos autorais.
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Comigo acontece assim
Por algum motivo,
pode ser do nada,
pode ser no meio da noite,
pode ser conversando com alguém,
pode ser escovando os dentes de manhã.
Um pensamento,
um sentimento,
cristaliza em palavra.
Em frase,
em verso,
gruda no pensamento.
Pronto.
Acabou a minha paz.
Aquilo fica ali se repetindo.
Às vezes, só um pouquinho.
Vez em quando,
como um "jingle" interminável.
Aí, de alguma forma,as palavras vão me rodeando.
Às vezes, versos inteiros.
Às vezes, só sentimento
antes mesmo de vestir palavra.
E, uma hora,
quando o pensamento soltar no vento,
ou porque eu mesma soltei,
ou porque ele voou sozinho,
o texto se esparrama
inteiro
no papel.
Não é algo voluntário.
Só acontece.
(Flávia Côrtes - Maio de 2010)
www.poetaflaviacortes.com.brTextos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
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