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- ► 2010 (163)
domingo, 30 de maio de 2010
De olhos fechados danço (e não devia te dizer)
Eu não devia te dizer,
mas essa lua,
essa músicae esse teu olhar...
De olhos fechados danço
e o teu olhar antecede o toque.
Danço de olhos fechados,luz sobre pálpebra,
e o som que percorre o corpo
me leva junto com ele.
De olhos fechados dançoe o teu olhar antecede o toque.
Danço sob olhos poetas,
retina sobre pele,
e o olhar que percorre o corpo
me leva junto com ele.
De olhos fechados danço
e eu não devia te dizer.
Tua prudência não te dissedo perigo
de provocar poetaem noite com lua assim?
(Flávia Côrtes - Maio de 2010)
www.poetaflaviacortes.com.br
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
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Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
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A Hora se Esconde
Espelho.
Formas diferentes,
maneiras diferentes,
caminhos diferentes,
mas espelho.
Formas diferentes,
maneiras diferentes,
caminhos diferentes,
mas espelho.
Desenha os meus caminhos.
Inspira minha vontade.
Inspira minha vontade.
Um beijo
e me derrete o verbo.
e me derrete o verbo.
Transpiro o teu gosto.
Um minuto,
um instante,
um centímetro,
um suspiro.
um instante,
um centímetro,
um suspiro.
Encontrada em tuas linhas,
a hora se esconde.
a hora se esconde.
(Flávia Côrtes - Maio de 2010)
www.poetaflaviacortes.com.br
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Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
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Você sabia que o inicio da noite tem nuances furta cor na beirada do céu? Eu acho que o dia, que já foi embora, deixa um tantinho luz na beirada do céu. Será que por ciúme da noite? Ou medo da gente esquecer dele quando soltar o olho no escuro, navegando retina em estrela até a lua encher pensamento. Bobagem do dia. Mas que ficou lindo, ficou.
Devaneios pela Palavra - Maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
Amizade tem disso
A gente fica um tempo sem se ver.
E sente saudade.
E lembra sempre.
Mas fica bem.
Mas quando encontra...
Ah, quando encontra!
É tão bom, tão bom,
que a falta, depois, pesa o ar.
Só de lembrar
dá vontade de abraço.
É que a gente lembrou
o que é ter aquela pessoa em volta da gente.
Sim, porque
amigos de verdade
nunca estão apenas
com
a gente.
Quando longe,
levamos dentro.
E, quando perto,
estão em volta.
E sente saudade.
E lembra sempre.
Mas fica bem.
Mas quando encontra...
Ah, quando encontra!
É tão bom, tão bom,
que a falta, depois, pesa o ar.
Só de lembrar
dá vontade de abraço.
É que a gente lembrou
o que é ter aquela pessoa em volta da gente.
Sim, porque
amigos de verdade
nunca estão apenas
com
a gente.
Quando longe,
levamos dentro.
E, quando perto,
estão em volta.
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos
quanto aos seus direitos autorais.
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Profecia
Quando eu nasci, um anjo lindo...
Sim,
porque torto ou esguio,
louco ou lúcido,
esbelto ou gordo,
se é anjo,
anjo é.
E, portanto, lindo!
... de asas imensas e olhar azul
olhou para mim e disse:
“Te conto, não, menina, vá você descobrir!”
Quando eu nasci, um anjo lindo...
Sim,
porque torto ou esguio,
louco ou lúcido,
esbelto ou gordo,
se é anjo,
anjo é.
E, portanto, lindo!
... de asas imensas e olhar azul
olhou para mim e disse:
“Te conto, não, menina, vá você descobrir!”
(Flávia Côrtes - Maio de 2010)
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos
quanto aos seus direitos autorais.
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Comigo acontece assim
Por algum motivo,
pode ser do nada,
pode ser no meio da noite,
pode ser conversando com alguém,
pode ser escovando os dentes de manhã.
Um pensamento,
um sentimento,
cristaliza em palavra.
Em frase,
em verso,
gruda no pensamento.
Pronto.
Acabou a minha paz.
Aquilo fica ali se repetindo.
Às vezes, só um pouquinho.
Vez em quando,
como um "jingle" interminável.
Aí, de alguma forma,as palavras vão me rodeando.
Às vezes, versos inteiros.
Às vezes, só sentimento
antes mesmo de vestir palavra.
E, uma hora,
quando o pensamento soltar no vento,
ou porque eu mesma soltei,
ou porque ele voou sozinho,
o texto se esparrama
inteiro
no papel.
Não é algo voluntário.
Só acontece.
(Flávia Côrtes - Maio de 2010)
www.poetaflaviacortes.com.brTextos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
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Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
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E a poeta sorriu
O poema sorriu para ela
E a poeta sorriu de volta
Devaneio que veio quase em um suspiro, ao ler um texto de um amigo, Yves Mansur, que diz assim:
A inteligência sorriu pra ela...
e a poeta sorriu de volta
o morango que passeia na caipirinha
As dualidades de pessoa, ou de buarque
a música de manhãzinha
Conserva seu sorriso de menina
a autora, que não tem medo de nada
e se tiver, penso que domina
Maio de 2010
(Obrigada, Yves! Pelos poemas... o seu e o meu. E por tudo o mais!)
Para saber de mim
Tira os olhos do papel
E olha para mim
Das coisas que eu sou
Eu posso te dizer
Mas acho
Vai gostar mais de descobrir
Das coisas que eu gosto
Eu posso te contar
Mas acho
Vou gostar mais de te mostrar
Das coisas que eu sinto
Eu posso te falar
Mas acho
Vai gostar mais de me sentir
E
Das coisas que eu faria
Das portas que eu abriria
Dos lugares aonde iria
Ah, desses
Nem eu sei
Só sei
Que a mim permito
Sempre
Tanto ir
Como não ir
Maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Selado
(um dueto verso a verso)
Selado... o encontro
Teu Corpo... em meu corpo
Montado.
Num atalho... suspiros
Pensamentos ... desgovernados
Numa curva... gemidos
Destinos... entrelaçados
Um encontro esperado
Para fazer do teu amor... meu desatino.
O meu... destino.
Amanhecer... em volta de ti
Num cio de lobas.
Promessa de um amor... sem pudor
Mansamente... descobrir-te
Aconchegar-me no teu colo... aberta e nua.
Na cova
Aquece-me... provoca-me
Nos teus beijos... me entrego
Nossos corpos... se descobrem
A rolarem inebriados... embriagados
Uivos ao luar... até o amanhecer.
Maio de 2010
Esse texto nasceu de outro poema, escrito por El Brujo.
Cada verso é iniciado por El Brujo e terminado por mim.
Confira abaixo o poema original na escrivaninha do poeta:
http://recantodasletras.uol.com.br/prosapoetica/2258258
Descobre-me
Deitei-me em palavra
Desnuda
Em página branca
E esperei que me lesse
Vagarosamente teu olhar
Percorre
Explora
Como dedos quentes
Entre linhas
Fendas
Sobre os versos
Sussurras
Sob os versos
Suspiro
Deitei-me em palavra
Aberta e exposta
Sob teu olhar poeta
Delicadamente
Sem palavras
Respiração entrecortada
Descobre-me!
Maio de 2010
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