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terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Teu corpo conhece o meu corpo
No teu beijo eu me perco
No teu toque eu me encontro
Teu cheiro funde com o meu cheiro
Teu gosto mistura com o meu gosto
VocĂŞ sente em mim
E me devolve
Eu sinto em vocĂŞ
E te devolvo
E nos movemos assim
Gosto, cheiro, toque
E nos fundimos assim
Toque, cheiro, gosto
Gozo
Dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Hoje acordei com um sentimento estranho
Um nĂŁo saber
Tenho levado a minha vida seguindo o meu instinto e a minha vontade
E cuidando das minhas pessoas
Desde muito cedo
Ri todo o meu riso
E chorei todo o meu choro
Soltei meu pensamento
E tranquei nos meus silĂŞncios
Deixei vir cada onda da minha vontade
E respeitei cada nĂŁo querer
E tudo sempre foi muito claro
Vontade
Ou nĂŁo querer
NĂŁo saber?
Muito novo isso
Mas tudo bem
Também me permito não saber.
Dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Temporal
Se tiver que chover,
que seja temporal!
Temporal
com raio
que gruda olho no céu.
Temporal com vento
que gruda vestido no corpo.
Corpo molhado,
debaixo de chuva,
água escorrendo.
Vento gelando
de fora para dentro.
E teu beijo esquentando
de dentro para fora.
que gruda olho no céu.
Temporal com vento
que gruda vestido no corpo.
Corpo molhado,
debaixo de chuva,
água escorrendo.
Vento gelando
de fora para dentro.
E teu beijo esquentando
de dentro para fora.
Flávia
CĂ´rtes – Dezembro de 2009
www.poetaflaviacortes.com.br
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Textos devidamente registrados
na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
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Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
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Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
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domingo, 6 de dezembro de 2009
Passeio a um PaĂs de Maravilhas
Neste sábado, estive num lugar chamado Kreatori – Coletivo de Arte para dizer poemas como convidada da Leila Oli. Tarefa de responsabilidade esta, já que Leila sĂł diz textos da AdĂ©lia Prado e o faz lindamente.
Neste sábado, estive num lugar chamado Kreatori – Coletivo de Arte para dizer poemas como convidada da Leila Oli. Tarefa de responsabilidade esta, já que Leila sĂł diz textos da AdĂ©lia Prado e o faz lindamente.
Ignorei o frio no estĂ´mago, me fiz acompanhar pela minha amiga PatrĂcia, coloquei uns poemas na bolsa... que eu gosto de dizer de cor, mas Ă© bom ter uma “cola” em caso de “branco”... e rumei para Laranjeiras.
A Kreatori Ă© uma casa mágica. Fica numa rua com nome de PaĂs das Maravilhas e isso nĂŁo deve ser coincidĂŞncia porque vocĂŞ entra pelo portĂŁo de ferro e cai direto num mundo encantado.
Logo na entrada, o Fabiano e o Thiago te reencontram. Sim, a palavra é essa mesma... eles te recebem como quem não te vê há um tempo, mas estava só te esperando.
Levei dois segundos para entender porque colocaram “coletivo de arte” no nome da casa. Tem de tudo exposto... artesanato, pintura, fotografia, roupas, objetos de decoração... tudo isso espalhado em cĂ´modos amplos de uma casa antiga e a preços incrĂveis. E tem mĂşsica enchendo o ar, vĂdeos projetados numa das salas, pessoas interessantes conversando e passeando entre os cĂ´modos...
Nos fundos da casa, um quintal recheado de detalhes saborosos na decoração. Enchem os olhos da gente as novidades. São conchas de cozinha que viraram vasinhos de plantas pendurados na parede, gaiolas de pássaros abertas... e os pássaros?... ah, esses ficam ali pelo quintal mesmo voando... tem lindas cadeiras de madeira e puffs de palha espalhados pelo espaço... um lugar para se ficar.
E foi o que fiz. Me deixei ficar por ali... ouvindo e dizendo poemas... conversando com uma gente inteligente, gentil e divertida...
Saborosa e encantada noite de sábado em Kreatori... um lugar com nome de paĂs, terra de magia e terreno de arte.
Rio de Janeiro, dezembro de 2009
(Para quem quer ir lá conhecer: http://kreatori.wordpress.com/)
Sol, Sabor e Ladeiras - Almoço em Santa Teresa
Neste sábado, eu, Roberta e Viviane nos vestimos de anúncio da C&A (vestidinhos estampados e sandalinhas de verão... risos) e tomamos o rumo de Santa Teresa.
A missão era apresentar à Viviane, de Pelotas, mais um restaurante do Rio que tenha uma comida delicioooooosa. Da última vez que a Vivi veio ao Rio, passamos uma tarde no Pax do Botafogo Praia Shopping. Neste sábado, o destino era o Bar do Arnaudo... onde, segundo a Roberta, servem a melhor carne de sol desta vida... bem... vou morrer gorda e pobre passeando com a Roberta... mas acredite... ela sabe das coisas.. e a comida estava ma-ra-vi-lho-sa.
Muita carne de sol, queijo coalho, cerveja e risada depois... tentamos uma caminhada até a casa de uma tal de Dona Alda... umas ladeiras acima... com direito a bate-papo com uma baiana e fotos tiradas no meio da rua.
Digo "tentamos" porque Ă© claro que, depois de carne de sol e cerveja Ă vontade, eu nĂŁo ia aguentar subir ladeira andando no sol.. e peguei um taxi.
Pois bem, chegamos na casa da Dona Alda, onde a dona da casa coloca uma plaquinha na porta avisando que vende doces. Tomamos café numa sala com cara de casa de vó, comendo doces portugueses de suspirar de olhos fechados e, de quebra, ainda descobrimos que a tal da Dona Alda também é de Pelotas - para glória da Viviane, que veio pelo caminho resmungando do absurdo de ir fazer turismo em doceiras cariocas, sendo ela de Pelotas, a Terra do Doce.
Pois bem... depois de café, bobagens e muitos Pastéis de Santa Clara e Toucinhos do Céu ... só nos restou mesmo ir para casa... porque o corpo pedia cama e ar condicionado.
Bem, foi isso... um sábado delicioso... uma mistura de parque de diversões com tour gastronômico... na companhia sempre divertida das minhas amigas Beta e Vivi.
Rio de Janeiro, novembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Plural
Ah, vai... não me peça que rimem os versos...
Diversa a forma.
Avessa Ă fĂ´rma.
Que dual, plural!
E se o pensamento voa
e o meu sentimento pulsa,
minha palavra
escorre.
Diversa a forma.
Avessa Ă fĂ´rma.
Que dual, plural!
E se o pensamento voa
e o meu sentimento pulsa,
minha palavra
escorre.
Flávia
CĂ´rtes - Dezembro de 2009
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domingo, 29 de novembro de 2009
Acorde
Acordo no teu abraço.
Sem acordos e sem regras,
tua vontade ecoa em mim.
Inspiro teu desejo
e expiro minha vontade.
Meu corpo se move no teu ritmo.
Vibra na força do teu acorde.
Teu corpo de encaixa em mim
Precede a minha palavra.
Sem ensaios, eu te reflito.
Em silĂŞncio, vocĂŞ me espelha.
No meu olho, eu te mostro.
No teu olho, eu me vejo.
A gente se reconhece.
E sei que te quero.
Sem acordos e sem regras,
tua vontade ecoa em mim.
Inspiro teu desejo
e expiro minha vontade.
Meu corpo se move no teu ritmo.
Vibra na força do teu acorde.
Teu corpo de encaixa em mim
Precede a minha palavra.
Sem ensaios, eu te reflito.
Em silĂŞncio, vocĂŞ me espelha.
No meu olho, eu te mostro.
No teu olho, eu me vejo.
A gente se reconhece.
E sei que te quero.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
E a tarde escorreu
A tarde corria acelerada.
De um jeito que sĂł tardes de quarta-feira sabem correr,
quando a tua lembrança parou o tempo.
De um jeito que sĂł tardes de quarta-feira sabem correr,
quando a tua lembrança parou o tempo.
Uma lembrança para o mundo parar.
Uma lembrança para o tempo escorrer.
Uma lembrança para o tempo escorrer.
A tua lembrança fez domingo em mim
A tarde escorria vagarosa.
De um jeito que sĂł tardes de domingo sabem escorrer.
De um jeito que sĂł tardes de domingo sabem escorrer.
Flávia Côrtes - Novembro de 2009
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domingo, 1 de novembro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Um dia aprende a segurar o que diz.
Queria saber dizer sĂł o que pensa.
O problema Ă© esse vĂcio de dizer tambĂ©m o que sente.
Nasceu com um sentimento que derrama em palavra.
Um dia aprende a segurar o olhar.
Podia olhar sĂł para dentro de si.
O problema é essa mania de olhar também para dentro do outro.
Nasceu com um olho que olha para dentro.
Será que um dia isso se aprende?
Outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
A minha vontade sabe das coisas.
Porque se a minha vontade encontra a sua vontade... a vontade volta. E se repete. E me pede prá te ver. Mas, se não for no mesmo tempo... se não for da mesma forma... se não for no mesmo tanto... mesmo que eu não saiba, mesmo que eu não veja, a minha vontade sabe. Porque a vontade da gente vê a vontade do outro... antes mesmo da gente ver.
Devaneios pela Palavra
Outubro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Poema para Paloma
Minha querida, especial e intensa amiga Paloma leva pela vida um nome de paz.
As mães são sábias... pressentem os destinos dos filhos...
E em atitude de amor e instinto
Presenteiam a estes com nomes... como se desejos maternos fossem.
Imaginaria essa mĂŁe, no primeiro grito da menina, o quĂŁo visceral seriam todos os outros?
Já sentia essa mãe, quando a menina sugou no seu peito o primeiro leite, a força e a intensidade com que sorveria cada minuto da vida?
E a menina ganhou um nome branco... nome de ser que voa.
Abre suas asas, Paloma... voa.
Setembro de 2009
As mães são sábias... pressentem os destinos dos filhos...
E em atitude de amor e instinto
Presenteiam a estes com nomes... como se desejos maternos fossem.
Imaginaria essa mĂŁe, no primeiro grito da menina, o quĂŁo visceral seriam todos os outros?
Já sentia essa mãe, quando a menina sugou no seu peito o primeiro leite, a força e a intensidade com que sorveria cada minuto da vida?
E a menina ganhou um nome branco... nome de ser que voa.
Abre suas asas, Paloma... voa.
Setembro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
E quando nĂŁo der para ser feliz o
tempo todo?
Quando nĂŁo der para ser feliz em todo o tempo,
seja feliz por uma tarde,
feliz pela manhĂŁ.
E, se nĂŁo der para ser feliz por tanto tempo,
seja feliz por uma hora,
feliz por um momento,
feliz por um minuto,
feliz num pensamento.
E se nĂŁo der para ser feliz
nesse minuto,
seja feliz por um segundo.
Que uma hora,
o segundo vira minuto,
e o minuto vira hora,
até a hora virar manhã.
e a manhĂŁ encontrar a tarde.
E tudo ficar bem.
De novo.
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