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sexta-feira, 26 de julho de 2013



Memória Afetiva


Um dia eu descobri
que as borboletas
eram pétalas
que meu pensamento alado
revoou.

Mas e daí...?

Hoje cedo eu também vi
que onde Ipês,
Alamandas.

E nem por isso menos amarelas.
E nem por isso eu menos colibri.

E se nem por isso menos,
talvez por isso tanto.

Chame de percepção
se quiser.

Eu
poesia.

(Flávia Côrtes - Julho de 2013)


www.poetaflaviacortes.com.br

Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.



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Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
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3 comentários:

André disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
André disse...

Então, parece que os seus leitores desertaram os seus textos também, não é, querida Flávia? triste realidade...

Pois é, nessa época de "Like" ler um poema e deixar um comentário é tarefa árdua, cansativa, inútil talvez; o melhor clicar em um botãozinho "Like", anônimamente, e continuar a passear com a sensação de ter cumprido a boa ação do dia, né?

Triste isso. Revelador também. Literatos virtuais.... pois sim!

Minha querida amiga, eu estou extinto na blogosfera, como vc sabe. Mas não deixo, vez por outra, de visitar autores cujas letras me dizem muitas coisa. Nem sempre deixo comentário. Mas leio. Até o fim. Releio, às vezes. E guardo também algo do texto em mim.

Seu poeminha aqui demonstra bem que o poeta se distingue do não poeta pela acuidade da sua percepção. Esta vai além mesmo do afetivo. Este poema é bem você, essa maneira especial que tem de traduzir seu cotidiano em poesia.

Mas... eu sou suspeito para falar de sua poesia, Flavinha. Mais de ano de intensa colaboração a textos seus, deixaram-me algo familiarizado com a mulher de letras que você é. Parabéns pelo poema, minha tão querida amiga! e continue sempre produzindo. Mesmo que seus leitores tenham desertado o seu blogue. *rs

Boa semana, um beijo com muito carinho do

André

Flávia Côrtes disse...

Querido André, gosto tanto quando você gosta... :)