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sexta-feira, 7 de setembro de 2012


Olhos de Gata

Madrugada desperta.

Retinas habituadas à escuridão
ficam tão mais confortáveis na  noite
que a luz torna-se não apenas
desnecessária,
mas indesejada.

E eu, subitamente, felina,
enxergo tão mais na penumbra.

Longe da luz, não apenas vejo,
mas pressinto.

Inclusive aquilo
que eu preferia não ver.


Flávia Côrtes - Setembro de 2012
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
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Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
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Um comentário:

André disse...

Minha querida Flávia, você me convidou para conhecer este poema e aqui estou, desculpe o atraso.

Teu texto transcendeu os meus modestos versos, eles deram uma outra dimensão ao que se pode ver no escuro, à antevisão que se faz no pressentimento.

Obrigado por compartilhar comigo um tão belo texto poético, querida amiga, é realmente uma honra para mim.

Um beijo e um bom fim de semana prá você.

André