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quarta-feira, 11 de julho de 2012



Provocações

O olhar trazia uma afirmativa
que me isentava da resposta.

O que eu lia nos teus olhos
me fazia baixar os meus.
 

Eu que sempre soube sustentar olhares .

A recomendação 
era seguir pelo caminho do meio
para não perder o equilíbrio.

Logo a mim, 
a quem encantam extremos.

Tinha uma lua amarela no céu
e a tua lembrança
me provocava 
verso.

Não era para te provocar
mas te saber provocado
sempre me deixa
provocante. 

Se isso não fosse um poema
e eu estivesse sob os teus olhos,
provavelmente,
não diria tanto.

Mas, como páginas brancas
não ruborizam,
eu verso.

(Julho de 2012)

2 comentários:

chiappini disse...

Mulher de extremos!!!Hummm, adorei!

André disse...

Não era para te provocar
mas te saber provocado
sempre me deixa
provocante.


Apenas você, Flávia, para brincar com as palavras de forma tão genial.

Mas o último terceto, cá entre nós, poetisa, merece mais que uma moldura!

Belo texto. Um grande beijo, bom domingo.