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domingo, 10 de junho de 2012


Insight

Tudo o que se vê
Tudo o que sabemos
Aquilo que amamos

São percepções
Idéias
Ideais

Toda idéia é luz.
Todo o amor é fogo.
Encanta e consome
a labareda.

Filhos de Prometeu
em busca da sagrada chama,
dançamos em volta da fogueira.
 Mariposas atraídas pelo brilho.

Cada um em seu próprio altar,
acendendo velas
como quem busca faróis
na noite escura.

Sem perceber
que se é sua a chama,
é seu o brilho.
E sua é a idéia!

Porque o que amamos no outro,
não é bem o outro.

É a idéia que fazemos
daquela pessoa.

Mudou a idéia,
acabou o amor.

Não são os amores que acabam.
São as pessoas que mudam.

Muda quem ama
E muda o ser amado.
E, às vezes, não mudam em sintonia.

Não são os amores efêmeros
Efêmero é o pensamento humano.

Não são os amores que iludem.
Somos nós mesmos!

Tira os olhos do fogo.
Olha para o outro longe da tua luz.
Olha para dentro de si mesmo.
Descobre se está, na verdade,
encantado com o seu próprio pensamento.

As rotações garantem:
Tudo o que está à sombra,
uma hora, ganhará a luz .

A luz do teu olhar.
A luz do teu pensamento.

Ilumina, então, logo, você!

Julho de 2012

Um comentário:

André disse...

Um poema filosófico, exortador. Inteligente. Só não tenho certeza é de que o amor seja fogo, penso ser a paixão mais assim. A labareda. Para mim, amor é luz, é alimento, é paz que constrói.

Lindo texto. E sábio. Talvez que tenhas roubado fogo do Olimpo, Flávia...

Beijos. Saudades.