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sábado, 5 de novembro de 2011

Poema para um quase amor

Eu acho que podia ter te amado.
Com uma dessas paixões desesperadas,
dessas que cruzam os dias em desatino,
por um amor que um dia se perdeu.

E eu acho
que eu podia ter te amado
com uma dessas paixões desencanadas,
que cruzam as noites em desvario,
por um amor que um dia se encontrou.

Eu acho até
que eu podia ter te amado
com uma dessas paixões mansinhas,
que cruzam manhãs devagarinho,
por um amor que nem sabe se viveu.

E, certamente, eu acho
que eu podia ter te amado
com uma paixão risonha e leve,
dessas que refrescam as tardes
e dão calores na gente de madrugada.

Mas só que eu só sei
de amores
que eu tive.

Então, meu quase amor,
de quase sorrisos,
quase suspiros,
e quase arrepios,
para você,
eu dedico um poema.

Inteiro.


Outubro de 2011

3 comentários:

Rosangela disse...

Sempre suave, sempre um poema vivo.
Sempre bom passar por aqui.

Roberto Passos do Amaral Pereira disse...

Aprecio a simplicidade , a força e a beleza de seus versos.
Parabéns!

André Bessa disse...

Eu sempre gostei da originalidade de seu "quase namorado", "quase amor", "quase dedicatória"...*rs nesta seara de letrinhas tão parecidas umas com as outras, os seus textos despontam, Flávia, como uma cor diferente, uma imagem inovadora, um hausto de oxigênio. Excelente, poetisa, suas letras continuam brilhando cada vez mais.