Reflexão Atemporal
O caso é que o meu ontem só foi
E o meu amanhã quem sabe
Meu hoje
Eu vivo no agora
Não sei se esse é um jeito bom de se viver
Só vivo
E gosto
Abril de 2010
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sábado, 10 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Minuto e Milímetro
Olhos fechados.
Corpos quase se tocando.
O milímetro que separa a tua pele da minha
prende meu pensamento no teu.
E eu já não sei,
só sinto.
E foi nessa hora,
ouvindo uma respiração que eu não sei mais
se era tua ou a minha,
que o carinho encontrou o desejo.
Corpos quase se tocando.
O milímetro que separa a tua pele da minha
prende meu pensamento no teu.
E eu já não sei,
só sinto.
E foi nessa hora,
ouvindo uma respiração que eu não sei mais
se era tua ou a minha,
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segunda-feira, 29 de março de 2010
Gosto de estar com você...
Mas cadê a urgência?
Cadê você me invadindo o pensamento?
Cadê sua voz ecoando dentro de mim?
Cadê seu cheiro em mim?
Sim, você me traz sorrisos...
Mas onde estão os suspiros?
Ah, vai... não me diz que é só comigo...
Sou mulher
A gente sabe essas coisas
Sinceramente...
Quero alguém que simplesmente precise
Falar comigo, estar comigo, me respirar
Alguém que me transborde
Não te quero um amigo
Eu já tenho amigos
Amigo é uma pessoa que ama você
E que você não tem vontade de dar para ela
Meus amigos não me comem, amor
Março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
Toda palavra gosta de eco
Por isso, todo poema é mil vezes um poema
A primeira antes de virar sentimento
A segunda quando brincou com a vontade do poeta
A terceira quando dançou em volta dele... resolvendo se vestia verso
Na quarta, se esparramou em papel
Na quinta, pediu voz
Eclosão em som
Novos rumos
Novas respirações
Novos anseios
Significados
Sorrisos
Suspiros
Sussurros
Olhar alheio
Espelho
Eco
Acho mesmo
Que poemas nascem
Por pura vontade da palavra
De encontrar eco
Março de 2010
Num minuto, aninhada no teu abraço.
No outro, toda asa sobre ti.
Agora faço, decido, resolvo.
E já, já, quero só o teu colo.
Navego sem rumo, prumo, farol.
Só porque sei do teu porto.
Sigo me alternando e intercalando
Às vezes por vontade, às vezes por necessidade.
Ah, vai, não me olha assim... bem gosta de me ver outra.
Devaneio pela Palavra
Março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
Universos Feminino e Masculino – precisam mesmo ser paralelos?
Recebi hoje um texto de um amigo dissertando sobre incoerências, constâncias e inconstâncias femininas... discussão pertinente neste ano em que O Dia da Mulher teve realmente destaque nas conversas que ouvi no escritório, em restaurantes, em crônicas e entrevistas... um tantinho mais até que em outros anos.
Compreensivelmente, o texto que recebi expressava certa irritação com as feministas de plantão nesse moderno século vinte e um... e alguma natural incompreensão com as incoerências e pluralidades femininas.
Compartilho com meu amigo a opinião sobre o Feminismo – que já teve seu papel em outros tempos, certamente. Mas que chega aos dias de hoje, pelo menos no ocidente, não apenas sem função como também como algo absolutamente irritante. Que me perdoem as feministas, mas prefiro ser feminina. E, antes que centenas de mulheres me achem louca, aproveito para afirmar que não é apenas o Feminismo que me irrita... mas todos os outros “... ismos” a que apropriadamente intitulamos “correntes de pensamento”. Bem, meu pensamento vive muito melhor sem correntes.
Quanto à pluralidade... acho isso uma coisa boa.
Claro que não estou falando aqui de atitudes incoerentes de mulheres inseguras e carentes. Para tais atitudes, peço a todos alguma compreensão com a insegurança e carência humanas, que devem motivar igualmente incompreensíveis atitudes masculinas. Por favor, rapazes, não rotulem a todas nós mulheres de incoerentes e inconsistentes porque encontraram alguns seres humanos inseguros em seu caminho. Prometo a mesma condescendência com o equivalente masculino.
Relevemos, portanto, os desatinos desses seres humanos, homens e mulheres, que vagam pela vida procurando a felicidade com uma fôrma na mão... como se gente se encaixasse tão bem assim em quadradinhos pré-concebidos, pré-sonhados, pré-definidos. Pai, eles não sabem o que procuram.
Exercitemos, juntos, um olhar mais condescendente e curioso sobre o outro. Sejamos, todos nós, apenas seres humanos normais, agindo e reagindo de acordo com o instinto e vontade, norteados por valores e sentimentos.
Não estou falando em inconstância!
Falo da liberdade de poder ser de acordo com a intenção, de acordo com a confiança que temos no outro. Bem, se o outro muda, porque nossas reações deveriam ser exatamente as mesmas sempre?
Falo em viver de acordo com a situação. E, se as situações mudam, por que nossas atitudes precisariam ser exatamente iguais?
Falo em seguir de acordo com a nossa vontade e com respeito ao outro e a nós mesmos. E, se nossas vontades mudam, como poderíamos agir exatamente da mesma forma sempre?
Permitamo-nos, portanto, não como homem ou mulher, mas como seres humanos, a pluralidade.
Por que achar estranho que homens adorem comemorar e competir juntos e que se batam e se xinguem, no calor da competição... para, em seguida, sentarem-se, dando risada entre uma cerveja e outra? Só porque, se duas de nós alterarmos a voz uma com a outra, como os vemos fazer em jogos, nunca mais seremos as mesmas juntas? Somos diferentes... que bom.
Por que estranhar que um homem queira uma mulher feminina e romântica, mas que também goste de ser seduzido, instigado, provocado? Se também queremos fazer amor dando beijo na boca e olhando nos olhos... e adoramos ouvir bobagens no ouvido e transar de roupa e tudo em cima da mesa da sala. Somos semelhantes... que bom.
Por que achar esquisito que eles não gostem de perguntar o caminho? Só porque nosso senso de direção inexiste e algumas de nós conseguem se perder até dentro do estacionamento do shopping? Somos diferentes... que bom.
Gostamos sim de ser protegidas e cuidadas... ainda que não precisemos, no cotidiano, que nos cuidem. Eles gostam, sim, de serem cuidados em pequenos gestos cotidianos, ainda que não precisem. A gente cuida e se deixa cuidar não por necessidade, mas por carinho, por vontade. Cuidar, como deixar-se cuidar, é ato de entrega ao outro. Somos semelhantes... que bom.
Gostamos, sim, que se preocupem se chegamos bem em casa, diferente deles, que odeiam isso. E, exatamente como eles, nos irritamos quando controlam a hora em que chegamos ou deixamos de chegar, quando ultrapassam a tênue linha entre o zelo e a desconfiança. Somos semelhantes... que bom.
Então, despeço-me hoje fazendo minhas as palavras de meu amigo, e desejando a todos dias de união e aceitação entre homens e mulheres.
E completo: exercitar a aceitação e troca, acreditem, pode ser interessante e divertido. E, sob o olhar de quem te aceita, ainda que não te entenda, todos nós somos sempre mais livres e felizes.
Março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
Receita de Domingo Gostoso
Coloca teu vestido mais estampado e tua sandália mais confortável. Escolhe teu perfume mais floral. Enfeita teu cabelo dos cachos mais soltos e teu rosto do sorriso mais livre. Depois, se leva pra rua pra ver verde que não nasça em vaso, sentir ar que não seja condicionado e assistir passarinho beijar flor. Misture tudo isso com alguns amigos escolhidos na primeira lembrança que o dia trouxer. Almocem em “qualquer lugar que der vontade”... que é um lugar super legal de ir. Deixe o dia seguir borbulhando entre risadas, carinhos, assuntos e silêncios. Pronto. Agora é só saborear.
Março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
Ah, minha amiga,
Não me peça conselho
Não me peça receita
Não me diz para te segurar
Quem sou eu para impedir
Se eu própria
Já vi
E revi
E revi
Cada um dos meus pretéritos
Quem sou eu para dizer
Se eu mesma
Conheço
De cor
Sem pudor da dor
O fundo de todos os meus poços
Então, querida
O que eu posso dizer?
Leva o meu desejo mais feliz
E vai.
Fevereiro de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Fim de tarde desenhando temporal.
Gosto de assistir da varanda. Arrasto poltrona da sala e fico ali... quase deitada.. vendo nuvem baixar e desenhar floco cinza no céu branco.
Fecho os olhos e espero.
Espero vento esfriar e sussurrar ventania por entre as folhas... ventar pingo d’água na pele e brincar com o meu vestido.
Espero o céu desabar em água e a noite cair sobre a tarde. Espero raio rasgar noite e iluminar retina.
Experimenta, um dia.
Assistir temporal.
Fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Dueto de Contos: Eu tive duas avós... igualmente lindas e completamente diferentes...
Primeiro Texto
A minha Vó Didina era uma avó com nunca se viu antes uma avó.
Alta, sempre bem arrumada, cheirosa, nunca ninguém a viu sem um batom vermelho nos lábios e um sorriso nos olhos. E o sorriso que aqueles olhos traziam era um sorriso de quem está se divertindo com a vida.
Minha Vó Didina morava em um apartamento numa cidade pequena na serra e eu passava as férias de julho com ela. E foi aninhada na cama dela, entre colchas de lã, que eu ouvi estórias de um tempo em que as mulheres não se separavam e não trabalhavam.
Era uma avó cultural. Com ela, conheci circos e cinemas. Fui a parques e a restaurantes. Descobri livrarias. Em sua casa, havia um quarto com uma estante imensa, com livros de todo tipo e assunto. E eu me perdia ali por horas, olhando as lombadas dos livros e lendo trechinhos antes de resolver o que queria ler... assim como quem prova sorvetes. Vem daí o jeito que eu escolho livros até hoje.
Era uma avó musical. Sua casa era cheia de sons. Sempre tinha alguém conversando e rindo na sala e o ar se enchia de música desde a manhã. Foi com ela que eu aprendi a dançar. Quando eu era bem menina, ela colocava os meus pés sobre os dela, me segurava pelas mãos e dançava comigo pela sala, me dizendo para fechar os olhos e deixar a música passar pelo corpo... dizia que a música sabia o caminho. Vem daí o meu gosto de dançar de olhos fechados, enquanto o som percorre o corpo e me leva junto com ele.
Minha avó tinha um namorado. Namoraram durante 50 anos e era bonito ver o carinho dos dois juntos. 50 anos depois, ele ainda escrevia poemas de amor em caneta vermelha para ela. Uma vez perguntei por que não se casavam. Ela me olhou com um olhar sábio e me disse, com um quase sorriso nos lábios... “querida, você já viu como ele me trata?... quando a gente casa, a gente é que cuida deles”.
Ela era uma mulher à frente de seu tempo, separou-se nos anos 50 em uma cidade pequena e foi trabalhar para criar 4 filhos. Mas não era isso o que mais me impressionava nela. Impressionante era o raciocínio rápido e o humor sutil naquela senhora idosa, sempre acompanhado de um olhar que levava um sorriso divertido e cúmplice.
Minha Vó Didina me ensinou muitas coisas.
É verdade, houve histórias e filmes. Houve peças e espetáculos. Houve música e livros. E, sim, eu trago isso comigo. Mas foi o exemplo da coragem, do humor e da vontade que marcou os coloridos invernos da minha infância.
Ela era uma mulher à frente de seu tempo, separou-se nos anos 50 em uma cidade pequena e foi trabalhar para criar 4 filhos. Mas não era isso o que mais me impressionava nela. Impressionante era o raciocínio rápido e o humor sutil naquela senhora idosa, sempre acompanhado de um olhar que levava um sorriso divertido e cúmplice.
Minha Vó Didina me ensinou muitas coisas.
É verdade, houve histórias e filmes. Houve peças e espetáculos. Houve música e livros. E, sim, eu trago isso comigo. Mas foi o exemplo da coragem, do humor e da vontade que marcou os coloridos invernos da minha infância.
Fevereiro de 2010
Esse texto faz parte de um dueto de contos.
Esse texto faz parte de um dueto de contos.
Leia também o segundo texto, que fala sobre a minha Vó Landa
Dueto de Contos: Eu tive duas avós... igualmente lindas e completamente diferentes..
Segundo Texto
A minha Vó Landa era uma avó de conto de fadas. Pequena, macia, muito branquinha e com sorriso morando nos olhos. Na casa dela, os verões ganhavam cores e sabores que só se via por ali... e eu descobria coisas novas todos os dias.
A cozinha tinha uma mesa grande, onde nunca faltaram páginas brancas, lápis de muitas cores e risadas. Bonequinhas de papelão eram desenhadas com espaço para os dedos das crianças virarem pernas de dançarinas. Lacres laminados de latas de Nescau serviam de molde para riscar rostos de moedas em esculturas prateadas. E dedos gordinhos e infantis eram autorizados a tocar em agulha e linha para aprender a bordar borboletas em panos de prato.
Um enorme quintal com ladrilhos vermelhos abrigava plantas de todas as cores e formatos e uma família de beija-flor vinha tomar água todas as tardes. Imensos tanques de azulejos brancos viravam piscinas nas manhãs de dezembro enquanto mangueiras verdes regavam as crianças naqueles dias quentes.
Em dias de chuva, os móveis da sala abriam espaço para as brincadeiras sentadas no piso de madeira escura. E minha avó sentava-se conosco para jogos de tabuleiros intercalados com histórias de sua infância.
A minha Vó Landa cozinhava divinamente. De um jeito que só avós sabem cozinhar. As almôndegas que eu provava na casa da minha avó eram sempre macias por dentro e crocantes por fora. Os bolinhos de chuva escorriam recheio quando a gente mordia. E as empadas tinham uma massa que era a melhor da vida.
Quando eu era bem menina, gostava de sentar na cozinha ampla e ficar ouvindo estórias enquanto minha avó desfazia massa de empada com os dedos. Sim, porque minha avó dizia que massa de empada não pode ser amassada, tem que ser desfeita. E ela ficava ali, por hora, hora e meia, desfazendo farinha, ovos e azeite entre os dedos, enquanto coloria o ar com relatos de fadas, princesas e gnomos.
Ela me deixava desfazer a massa junto com ela... e os dedinhos infantis brincavam com a farinha enquanto os olhos se perdiam encantados nas imagens das estórias que a voz da minha avó desenhava para mim.
Minha Vó Landa me ensinou muitas coisas.
Com ela aprendi a bordar e a não ter pena de desfazer os pontos. Aprendi a recomeçar sempre que preciso. Aprendi a ter paciência para deixar os rostos se desenharem por trás de lacres laminados. Aprendi que beija-flores sempre chegam quando a gente não esperava e se vão antes do que gostaríamos, mas sempre voltam. Aprendi que farinha se suaviza com toques suaves, se endurece com movimentos bruscos e que precisa de um dedo de prosa para ganhar sabor.
Os anos passaram e, em outros verões, eram os meus dedos que desfaziam a massa da empada naquela cozinha. E, enquanto a minha voz desenhava no ar estórias dos meus medos e receios e das minhas vitórias e conquistas, os dedos da minha avó brincavam com a farinha e o seu olhar desfazia o que era triste e dava encanto ao que era feliz.
Eu nunca aprendi a cozinhar como a minha avó. Mas gosto de pensar que sou boa no dedo de prosa.
Fevereiro de 2010
Este é o segundo texto de um Dueto.
Leia também o primeiro, sobre a minha Vó Didina
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Não precisa me pedir para perdoar porque não há dor a perder... só prazer. Braços aninhados em abraços, pernas entrelaçadas sem laços, bocas se perdendo, toques se encontrando, pensamento se unindo em cheiros e suspiros. Livre e terno encontro de corpos, mentes e vontades. Vida que segue.
Devaneio pela Palavra
Fevereiro de 2010
Momento Perfeito
Especial isso... ver a noite caindo sobre o mar do Arpoador, tingindo devagar o céu em marinho, enquanto o ar ganha frescor de mar aberto... deitar o corpo em pedra morna e soltar o olho no azul, escutando o mar rugir baixinho e se retrair gestando onda.
Devaneios
Sem palavras... só som e cor
Fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Briga de Namorados
Estou, desde ontem, irritando o meu verso.
É que eu tenho uma palavra meio inquieta, sabe?
Não pode me ver com a mente desocupada
que vem logo me encher pensamento!
Só que, ontem, eu precisava muito...
muito mesmo...
fazer um tantinho de nada.
Precisava deixar corpo esparramado na cama
umas horas.
Então, confesso:
esparramei logo corpo e pensamento
e me deixei ficar ali
olhando parede
até meio da tarde.
Logo na primeira hora, meu verso começou a provocar.
Contei para ele que não ia adiantar.
Não levantava por nada.
Estava fazendo nada e pronto.
E não houve...
barulho de criança na piscina,
ruído de mosquito no ouvido,
som de lençol roçando no corpo,
ar gelado e condicionado brincando com arrepio,
persiana imitando tecla de piano...
que me fizesse desistir disso.
E, só para provocar, ainda dormi sono sem sonho.
Meu verso me contou
que vai tirar férias de mim também um tempo
só para eu ver o que é bom.
E eu?
Dou risada.
Duvido!
(Flávia Côrtes - Fevereiro de 2010)
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domingo, 14 de fevereiro de 2010
Tem algo especial no dia começando. O sol rasga devagar a madrugada... tinge de dourado as paredes dos prédios... colore a beirada do céu em tons quentes e púrpuras. O ruído dos carros silencia para descobrir som de passarinho e o ar ganha um frescor de geladeira aberta de madrugada para pegar água descalça.
Devaneio pela palavra
Fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Memória do Corpo
A
boca conhecia o gosto antes do beijo.
O corpo sabia do calor antes do toque.
O riso combinou o olhar antes de vir.
O cheiro do homem misturado no meu cheiro.
O gosto do beijo misturado no meu gosto.
Olho reencontrando olho.
Toque reconhecendo toque.
Rasgamos a época,
fundimos o tempo,
em gosto e gozo,
refazendo a memória do corpo
esquecida no tempo.
E, do mesmo jeito que a gente se encontrou,
a gente se perdeu.
O que faço agora?
Meu corpo lembrou do teu.
O corpo sabia do calor antes do toque.
O riso combinou o olhar antes de vir.
O cheiro do homem misturado no meu cheiro.
O gosto do beijo misturado no meu gosto.
Olho reencontrando olho.
Toque reconhecendo toque.
Rasgamos a época,
fundimos o tempo,
em gosto e gozo,
refazendo a memória do corpo
esquecida no tempo.
E, do mesmo jeito que a gente se encontrou,
a gente se perdeu.
O que faço agora?
Meu corpo lembrou do teu.
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