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domingo, 20 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Foto de uma mulher perdendo o sono
Ruim de dormir cedo demais era isso. Abriu os olhos e deu um suspiro. Olhou as horas no celular. Noite ainda. Pela janela, o dia contava que ia nascer dali a pouquinho. O céu começava a perder noite... as beiradas ganhando cor e o miolo clareando. Se enrola no edredom e se leva descalça para a varanda para ver dia desabrochar. Fechou os olhos e deu um suspiro. Bom de dormir cedo demais era isso.
Devaneio pela Palavra
Junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Versos que me reconhecem mulher
Te leio
E te escrevo
Desarticulada
Pensamento intercalado
Entrelaçado
Misturado
Em verso
Em sensação
Verso que ecoa em voz
Voz que tremula em verso
Labareda
Pensamento
que toca
que envolve
que prende
que solta
que fita
denso
desnudo
Transpiro-te
Em versos
Que me reconhecem mulher
Junho de 2010
Do meu eu que não é lírico
Saibamos, então
Do eu que não é lírico
Mas, olha,
Vai ter que descobrir
Às vezes
Nem eu
Sei tanto assim
Lírico
ou não lírico?
Um e outro
Um sem o outro
Um por dentro do outro
Depende tanto!
E se você já vê
Em uma única entrelinha
Tanto
E você já lê
Na palavra que eu não digo
Meu desalinho
E ainda nem me viu não lírica
Ou será que viu?
Junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Borboletando
Voos aos olhos
que molho
em cores.
Versos
que adentram versos,
palavra sobre palavra,
amores em letras.
Borboletas
meu pensamento
poeta.
E voo.
Junho de 2010
Meu agradecimento ao meu amigo Da Montanha, pela inspiração e pelos versos que podem conferir em http://www.recantodasletras.com.br/poesiasdealegria/2306808
domingo, 6 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Era uma vez um gato amarelo
Ela não desgostava de gatos. Também não gostava especialmente. Um dia, por capricho da vida, ficou com a custódia de um. Tinha nome de iogurte. Foi a primeira vez, depois de adulta, que precisou cuidar de uma coisa viva. Parecia fácil. Água, areia e ração.
Ele não se incomodava com os horários dela. Era carinhoso sem ser grudento. Percebia seus humores... deitava sobre o seu peito quando estava triste - coisa freqüente naqueles dias. Tinha os tempos dele... sumia de vez em quando. E, às vezes, ficava imóvel olhando o ar como se houvesse alguma coisa que só ele via. A ponto dela dar risada e perguntar se ele também escrevia.
Esteve com ela por dois anos. E isso já tem alguns agora.
Custou um bocado para perceber que aquela também foi a primeira vez, depois de adulta, que permitiu que cuidassem dela.
Junho de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
De olhos fechados danço (e não devia te dizer)
Eu não devia te dizer,
mas essa lua,
essa músicae esse teu olhar...
De olhos fechados danço
e o teu olhar antecede o toque.
Danço de olhos fechados,luz sobre pálpebra,
e o som que percorre o corpo
me leva junto com ele.
De olhos fechados dançoe o teu olhar antecede o toque.
Danço sob olhos poetas,
retina sobre pele,
e o olhar que percorre o corpo
me leva junto com ele.
De olhos fechados danço
e eu não devia te dizer.
Tua prudência não te dissedo perigo
de provocar poetaem noite com lua assim?
(Flávia Côrtes - Maio de 2010)
www.poetaflaviacortes.com.br
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
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Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
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A Hora se Esconde
Espelho.
Formas diferentes,
maneiras diferentes,
caminhos diferentes,
mas espelho.
Formas diferentes,
maneiras diferentes,
caminhos diferentes,
mas espelho.
Desenha os meus caminhos.
Inspira minha vontade.
Inspira minha vontade.
Um beijo
e me derrete o verbo.
e me derrete o verbo.
Transpiro o teu gosto.
Um minuto,
um instante,
um centímetro,
um suspiro.
um instante,
um centímetro,
um suspiro.
Encontrada em tuas linhas,
a hora se esconde.
a hora se esconde.
(Flávia Côrtes - Maio de 2010)
www.poetaflaviacortes.com.br
www.poetaflaviacortes.com.br
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
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Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
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Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
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Você sabia que o inicio da noite tem nuances furta cor na beirada do céu? Eu acho que o dia, que já foi embora, deixa um tantinho luz na beirada do céu. Será que por ciúme da noite? Ou medo da gente esquecer dele quando soltar o olho no escuro, navegando retina em estrela até a lua encher pensamento. Bobagem do dia. Mas que ficou lindo, ficou.
Devaneios pela Palavra - Maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
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