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domingo, 2 de maio de 2010


A Musa

Ah, Poeta, sei que canta o que te encanta.
Só não sei, de verdade, se teu canto
é por mim
ou pelo cantar.


Mas, sabe, poeta, já não importa,
desde que cante.


Porque se te inspiro
e me derrama de ti em verso,
que faço eu,

que não sou poeta
e te levo inteiro dentro de mim?



(Flávia Côrtes - Maio de 2010)
www.poetaflaviacortes.com.br
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.

Notas: Esses versos nasceram no Recanto das Letras, onde coloco uns versos e onde acontecem belas interações entre poetas de todos os estilos. 
Esses versos do Mário, particularmente, inspiraram inúmeros poetas. 
Se quiser conferir tudo, segue o link: http://www.recantodasletras.com.br/trovas/2021170

Minha Musa
(Poema de Mário Roberto Guimarães)

Catando a dor da saudade
Que deixa a alma confusa
Busquei o amor de verdade
E achei em ti, minha musa
(Mário)


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Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
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sexta-feira, 30 de abril de 2010


Eu queria mesmo saber fazer isso, sabe

Medir o que eu faço
Nunca consigo

Se eu tenho vontade de dizer, eu digo
Se eu tenho vontade de fazer, eu faço
Se eu tenho vontade de viver... ai.. ai... eu vou lá e vivo

Queria mesmo ser diferente
Às vezes, é melhor segurar a onda
De verdade

Segurar a onda pode mesmo ser uma coisa boa
Às vezes


Uma hora eu aprendo

Abril de 2010

terça-feira, 27 de abril de 2010


E, aí, você apareceu na minha vida numa tarde lilás
E veio como quem voltava de uma longa batalha.
E se instalou dentro de mim com a naturalidade e a tranqüilidade
De quem já havia estado ali antes.

E eu me vi tão absorta no teu olhar
Que não houve tempo de construir os muros.

E, então, você encheu os meus dias com encanto e música
E meus olhos fizeram teus os versos.
E eu me permiti.
Com a naturalidade e a tranqüilidade
De quem já havia estado ali antes.

E te falei dos sonhos
E te contei dos caminhos
E te mostrei os olhos

E foi como falar de novo
E foi como contar de novo
E foi como mostrar de novo

Loucos e insanos?
Românticos e ingênuos?
Imprudentes?
E se não for?

Ah, se não for...
O hoje não é menos bonito porque o amanhã não existe.

Abril de 2010

domingo, 25 de abril de 2010

O hoje não é menos bonito porque o amanhã não existe.

Devaneios pela Palavra
Abril de 2010

domingo, 18 de abril de 2010


Olha, se você não encontrou nada especial para fazer hoje, aqui vai uma sugestão:

Coloca um sapato confortável e convida o Renato Russo para dizer canções nos seus ouvidos enquanto você se leva para ver dia. Leva os óculos escuros marrons. Assim, vai dar para levantar o rosto para o sol na hora que você parar para inspirar o dia e deixar a vida te encher os pulmões. Sim, precisam ser os marrons, aqueles que tingem a manhã de dourado... é um pecado colocar lentes cinzas ou pretas entre um dia lindo e a retina.

Pronto... calçados confortáveis, óculos marrons, música nos ouvidos... e os dedos quentes do sol esquentando a tua pele enquanto o vento te despenteia os cabelos e brinca com o teu vestido.

Eu chamo isso de me levar para ver dia. Faz muito bem à alma.


Abril de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010


Domingo em casa de mãe. Cheiro de bife pelo ar. Risada de criança correndo pela casa. Cinco assuntos diferentes na mesma sala... e todo mundo opinando em todos. Me passa o arroz. Cachorro latindo. Desenho animado na TV. Café forte segurando a mão do meu pai. Por algumas horas, me permito filha de novo. Muito bom.

Tarde de domingo – Agosto de 2009
(esse texto é de agosto passado... hoje, relia os textos que estão na "Caixa"... o lugar onde guardo textos pessoais demais... e a saudade daquele dia me fez ter vontade de colocar no blog)

quarta-feira, 14 de abril de 2010


Amizades são amores que não foram tomados pela paixão
Quando você mergulha nos olhos e encontra ternura... mas não vontade
Você achou um amigo

Abril de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010





A Hora Lilás
No fim da tarde,
antes da noite cair,
tem uma hora mágica.
A hora lilás.
Quando o sol já saiu,
mas a noite ainda não chegou
Nessa hora,
tem um momento
em que tudo pode acontecer.
É um momento mágico,
em que o céu se tinge em cor de flor,
mostrando
que nem tudo precisa ser
exatamente como a gente sempre viu
para ser belo.
(Flávia Côrtes - Abril de 2010)
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domingo, 11 de abril de 2010


Meu verso me conta?

Sim
Meu verso me conta
Cada palavra que eu já escrevi me diz
Cada linha escorrida me fala

Verdade
Quem me lê me vê

Sabe do que pensei, quis, achei
Ou senti

Descobre do que sonhei, criei, lembrei
Ou fiz

Mas, olha
Cuidado
Minha palavra me brinca
Faz esconde-esconde de mim

Se você quer mesmo saber
De tudo isso
O que eu já fiz
O que eu já quis
O que eu já vivi

Tira os olhos do papel

Olha pra mim

Me respira
Me toca
E me aprende

Quem sabe assim eu te conto
Quem sabe assim
Eu me mostro



(Flávia Côrtes - Abril de 2010)

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sábado, 10 de abril de 2010

Reflexão Atemporal

O caso é que o meu ontem só foi
E o meu amanhã quem sabe
Meu hoje
Eu vivo no agora

Não sei se esse é um jeito bom de se viver
Só vivo
E gosto

Abril de 2010

segunda-feira, 5 de abril de 2010


Minuto e Milímetro

Olhos fechados.
Corpos quase se tocando.
O milímetro que separa a tua pele da minha
prende meu pensamento no teu.

E eu já não sei,
só sinto.

E foi nessa hora,
ouvindo uma respiração que eu não sei mais
se era tua ou a minha,
que o carinho encontrou o desejo.


(Flávia Côrtes - Abril de 2010)

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segunda-feira, 29 de março de 2010


Gosto de estar com você...


Mas cadê a urgência?
Cadê você me invadindo o pensamento?
Cadê sua voz ecoando dentro de mim?
Cadê seu cheiro em mim?

Sim, você me traz sorrisos...
Mas onde estão os suspiros?

Ah, vai... não me diz que é só comigo...
Sou mulher
A gente sabe essas coisas

Sinceramente...
Quero alguém que simplesmente precise
Falar comigo, estar comigo, me respirar
Alguém que me transborde

Não te quero um amigo
Eu já tenho amigos
Amigo é uma pessoa que ama você
E que você não tem vontade de dar para ela
Meus amigos não me comem, amor

Março de 2010

domingo, 21 de março de 2010


Toda palavra gosta de eco

Por isso, todo poema é mil vezes um poema

A primeira antes de virar sentimento
A segunda quando brincou com a vontade do poeta
A terceira quando dançou em volta dele... resolvendo se vestia verso
Na quarta, se esparramou em papel
Na quinta, pediu voz

Eclosão em som

Novos rumos
Novas respirações
Novos anseios
Significados
Sorrisos
Suspiros
Sussurros

Olhar alheio
Espelho
Eco

Acho mesmo
Que poemas nascem
Por pura vontade da palavra
De encontrar eco

Março de 2010

Num minuto, aninhada no teu abraço.
No outro, toda asa sobre ti.

Agora faço, decido, resolvo.
E já, já, quero só o teu colo.

Navego sem rumo, prumo, farol.
Só porque sei do teu porto.

Sigo me alternando e intercalando
Às vezes por vontade, às vezes por necessidade.

Ah, vai, não me olha assim... bem gosta de me ver outra.

Devaneio pela Palavra
Março de 2010

terça-feira, 16 de março de 2010


Universos Feminino e Masculino – precisam mesmo ser paralelos?


Recebi hoje um texto de um amigo dissertando sobre incoerências, constâncias e inconstâncias femininas... discussão pertinente neste ano em que O Dia da Mulher teve realmente destaque nas conversas que ouvi no escritório, em restaurantes, em crônicas e entrevistas... um tantinho mais até que em outros anos.

Compreensivelmente, o texto que recebi expressava certa irritação com as feministas de plantão nesse moderno século vinte e um... e alguma natural incompreensão com as incoerências e pluralidades femininas.

Compartilho com meu amigo a opinião sobre o Feminismo – que já teve seu papel em outros tempos, certamente. Mas que chega aos dias de hoje, pelo menos no ocidente, não apenas sem função como também como algo absolutamente irritante. Que me perdoem as feministas, mas prefiro ser feminina. E, antes que centenas de mulheres me achem louca, aproveito para afirmar que não é apenas o Feminismo que me irrita... mas todos os outros “... ismos” a que apropriadamente intitulamos “correntes de pensamento”. Bem, meu pensamento vive muito melhor sem correntes.

Quanto à pluralidade... acho isso uma coisa boa.

Claro que não estou falando aqui de atitudes incoerentes de mulheres inseguras e carentes. Para tais atitudes, peço a todos alguma compreensão com a insegurança e carência humanas, que devem motivar igualmente incompreensíveis atitudes masculinas. Por favor, rapazes, não rotulem a todas nós mulheres de incoerentes e inconsistentes porque encontraram alguns seres humanos inseguros em seu caminho. Prometo a mesma condescendência com o equivalente masculino.

Relevemos, portanto, os desatinos desses seres humanos, homens e mulheres, que vagam pela vida procurando a felicidade com uma fôrma na mão... como se gente se encaixasse tão bem assim em quadradinhos pré-concebidos, pré-sonhados, pré-definidos. Pai, eles não sabem o que procuram.

Exercitemos, juntos, um olhar mais condescendente e curioso sobre o outro. Sejamos, todos nós, apenas seres humanos normais, agindo e reagindo de acordo com o instinto e vontade, norteados por valores e sentimentos.

Não estou falando em inconstância!

Falo da liberdade de poder ser de acordo com a intenção, de acordo com a confiança que temos no outro. Bem, se o outro muda, porque nossas reações deveriam ser exatamente as mesmas sempre?

Falo em viver de acordo com a situação. E, se as situações mudam, por que nossas atitudes precisariam ser exatamente iguais?

Falo em seguir de acordo com a nossa vontade e com respeito ao outro e a nós mesmos. E, se nossas vontades mudam, como poderíamos agir exatamente da mesma forma sempre?

Permitamo-nos, portanto, não como homem ou mulher, mas como seres humanos, a pluralidade.

Por que achar estranho que homens adorem comemorar e competir juntos e que se batam e se xinguem, no calor da competição... para, em seguida, sentarem-se, dando risada entre uma cerveja e outra? Só porque, se duas de nós alterarmos a voz uma com a outra, como os vemos fazer em jogos, nunca mais seremos as mesmas juntas? Somos diferentes... que bom.

Por que estranhar que um homem queira uma mulher feminina e romântica, mas que também goste de ser seduzido, instigado, provocado? Se também queremos fazer amor dando beijo na boca e olhando nos olhos... e adoramos ouvir bobagens no ouvido e transar de roupa e tudo em cima da mesa da sala. Somos semelhantes... que bom.

Por que achar esquisito que eles não gostem de perguntar o caminho? Só porque nosso senso de direção inexiste e algumas de nós conseguem se perder até dentro do estacionamento do shopping? Somos diferentes... que bom.

Gostamos sim de ser protegidas e cuidadas... ainda que não precisemos, no cotidiano, que nos cuidem. Eles gostam, sim, de serem cuidados em pequenos gestos cotidianos, ainda que não precisem. A gente cuida e se deixa cuidar não por necessidade, mas por carinho, por vontade. Cuidar, como deixar-se cuidar, é ato de entrega ao outro. Somos semelhantes... que bom.

Gostamos, sim, que se preocupem se chegamos bem em casa, diferente deles, que odeiam isso. E, exatamente como eles, nos irritamos quando controlam a hora em que chegamos ou deixamos de chegar, quando ultrapassam a tênue linha entre o zelo e a desconfiança. Somos semelhantes... que bom.

Então, despeço-me hoje fazendo minhas as palavras de meu amigo, e desejando a todos dias de união e aceitação entre homens e mulheres.

E completo: exercitar a aceitação e troca, acreditem, pode ser interessante e divertido. E, sob o olhar de quem te aceita, ainda que não te entenda, todos nós somos sempre mais livres e felizes.

Março de 2010

domingo, 7 de março de 2010


Receita de Domingo Gostoso

Coloca teu vestido mais estampado e tua sandália mais confortável. Escolhe teu perfume mais floral. Enfeita teu cabelo dos cachos mais soltos e teu rosto do sorriso mais livre. Depois, se leva pra rua pra ver verde que não nasça em vaso, sentir ar que não seja condicionado e assistir passarinho beijar flor. Misture tudo isso com alguns amigos escolhidos na primeira lembrança que o dia trouxer. Almocem em “qualquer lugar que der vontade”... que é um lugar super legal de ir. Deixe o dia seguir borbulhando entre risadas, carinhos, assuntos e silêncios. Pronto. Agora é só saborear.

Março de 2010

quarta-feira, 3 de março de 2010


Ah, minha amiga,
Não me peça conselho
Não me peça receita
Não me diz para te segurar

Quem sou eu para impedir

Se eu própria
Já vi
E revi
E revi
Cada um dos meus pretéritos

Quem sou eu para dizer

Se eu mesma
Conheço
De cor
Sem pudor da dor
O fundo de todos os meus poços

Então, querida
O que eu posso dizer?

Leva o meu desejo mais feliz
E vai.

Fevereiro de 2010

domingo, 28 de fevereiro de 2010


Fim de tarde desenhando temporal.

Gosto de assistir da varanda. Arrasto poltrona da sala e fico ali... quase deitada.. vendo nuvem baixar e desenhar floco cinza no céu branco.

Fecho os olhos e espero.
Espero vento esfriar e sussurrar ventania por entre as folhas... ventar pingo d’água na pele e brincar com o meu vestido.

Espero o céu desabar em água e a noite cair sobre a tarde. Espero raio rasgar noite e iluminar retina.

Experimenta, um dia.
Assistir temporal.

Fevereiro de 2010

Não me pergunta meu sempre

Logo a mim
Que desconheço meu nunca
Que ignoro meu como
Que brinco com meu se
Que permito meu quando
E não me importo
Em saber por que

Fevereiro 2010

E se moveram em contraste e espelho
Encontro e descoberta
Certeza e surpresa
Intimidade sem tempo
Tempo com intimidade

Fevereiro de 2010