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quinta-feira, 14 de julho de 2011




Jogo

As regras são
claras,
antigas,
conhecidas.

Toda mulher aprende
ainda menina.

Ligar.
Não ligar.
Deixar.
Não deixar.
Esperar.
Instigar.
Manipular.

Conheço a cartilha.
Sei do protocolo.

Então, porque
a palavra aberta,
o olhar direto,
o sorriso claro,
o poema?

Te conto.
É esse olhar poeta
que me impede o jogo
e que me impele à vida.

Um pouco escolha,
um pouco sina,
descarto regras.

Será que perco?
Será que ganho?

Me diz você.

Eis aqui as cartas.

Eis aqui
a mulher.


Flávia Côrtes - Julho de 2011
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.

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Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
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Um comentário:

André Bessa disse...

Querida Flavinha,

que prazer, após tanto tempo que andei fora das letras, de poder reler seus belos textos poético-inquisidores e sempre tão cheios de lucidez. Pois é, se a mulher aprende desde menina as regras do jogo, o homem infelizmente vive esquecendo-as...

Belos versos, poetisa, parabéns! saudades de seus comentários a meus mal traçados textos. Apareça!

Bom fimdisemana, beijos,

André