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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Álbum de Família
Estivemos juntos
durante um tempo
que nenhum relógio
ousa registrar.
Não contamos os dias.
Não contamos as noites.
Não contamos as horas.
Como contar
tudo o que foi vivido,
tudo o que foi sentido,
tudo o que foi feito?
Como contar
o ombro alinhado ao ombro,
o riso compartilhado,
as conquistas,
as batalhas,
as vitórias?
Criamos
e nos recriamos.
Inventamos
e nos reinventamos.
Em busca do sonho
ignoramos limites,
descartamos fronteiras,
desfizemos o impossível.
E porque,
na retina de cada um,
brilha o mesmo brilho,
E porque,
na vontade de cada um,
pulsa o mesmo motivo.
O que era um Grupo,
um dia,
se fez Família.
(Flávia Côrtes - Fevereiro de 2012)
www.poetaflaviacortes.com.br
Estivemos juntos
durante um tempo
que nenhum relógio
ousa registrar.
Não contamos os dias.
Não contamos as noites.
Não contamos as horas.
Como contar
tudo o que foi vivido,
tudo o que foi sentido,
tudo o que foi feito?
Como contar
o ombro alinhado ao ombro,
o riso compartilhado,
as conquistas,
as batalhas,
as vitórias?
Criamos
e nos recriamos.
Inventamos
e nos reinventamos.
Em busca do sonho
ignoramos limites,
descartamos fronteiras,
desfizemos o impossível.
E porque,
na retina de cada um,
brilha o mesmo brilho,
E porque,
na vontade de cada um,
pulsa o mesmo motivo.
O que era um Grupo,
um dia,
se fez Família.
(Flávia Côrtes - Fevereiro de 2012)
www.poetaflaviacortes.com.br
Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos
quanto aos seus direitos autorais.
======================================================
Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
Maiores informações: contato@poetaflaviacortes.com.br
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
A natureza da oração
O que caracteriza a oração é o verbo.
Não fui eu quem disse,
mas fui eu quem aprendi:
mas fui eu quem aprendi:
Toda palavra guarda dentro de si
uma prece.
uma prece.
Amém.
Flávia Côrtes - Janeiro de 2012
www.poetaflaviacortes.com.br
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Textos devidamente registrados na Biblioteca Nacional e protegidos quanto aos seus direitos autorais.
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Poesia Falada: Confira tudo sobre o CD no link Verso em Voz
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Era uma vez, em um reino muito distante...
Ela morava em uma terra de encanto
Um reino rodeado por uma montanha mágica
Onde o céu se coloria de lilás nos fins de tarde
E as madrugadas espelhavam os seus humores
Era uma terra distante
E era onde ela
Vivia feliz
Ele construía sonhos em uma terra antiga
Três portais de luz depois de Narla
Onde o céu se coloria de lilás nos fins de tarde
E as madrugadas ecoavam silêncios
Era uma terra distante
E era onde ele
Vivia em paz
Nenhum dos dois Viajantes de Luz
Nenhum dos dois Passageiros do Vento
E, ainda assim,
alados
em noites
insones
Por que Longe
Só é um lugar
Se você não quer ir.
Fevereiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Esboço de um Poema para um Pai
Eu nunca consegui escrever um poema para o meu pai. Escrevi alguns contos e prosas inspirados em episódios que me marcaram no convívio com ele, é verdade.
Mas um poema... ?
Desses que transbordam a alma?
Não consegui ainda.
Acontece que o sentimento que eu tenho pelo meu pai é tão vasto, tão amplo, tão diversificado... que eu nunca consegui esparramar em papel uma face apenas disso tudo.
Pareceria pobre.
Seria pouco.
Como falar do espelho sem falar do riso?
Como falar do riso sem falar do chão?
Como falar do chão sem falar da escola?
Como falar da escola sem falar do ombro?
Como falar do ombro sem falar do amigo?
Como falar do amigo sem falar do Pai?
E agora?
Como falar do Pai,
sem falar da Falta?
E como não falar?
Dia desses, Papai, eu ainda consigo
te escrever um poema
que mostre um tantinho
de toda a prosa que tivemos
de toda a poesia que vivemos
nos contos da nossa história
nas crônicas das nossas vidas
Um dia desses, Papai,
ainda te escrevo um poema
que me transborde da alma
um tantinho do tanto
que eu te amo.
O de hoje
É só esboço.
Janeiro de 2012
Luto
Era uma dor
Com nome de guerra
Um pranto seco
Um grito oco
Ecoando em volta
E por dentro
Era uma dor
Repetida
E irritante
Surpreendente
E agonizante
Grito de cigarra
Incorporado à tarde quente
Era uma dor
Com nome de guerra
Perdida
Desnorteada
Entôo o grito
E explodo
Permito-me chorar
Por quem merece
O meu pranto
Janeiro de 2012
Em Memória de Aderbal Xavier
Pai amado, Avô amoroso, Marido apaixonado e Amigo Leal
Era uma dor
Com nome de guerra
Um pranto seco
Um grito oco
Ecoando em volta
E por dentro
Era uma dor
Repetida
E irritante
Surpreendente
E agonizante
Grito de cigarra
Incorporado à tarde quente
Era uma dor
Com nome de guerra
Perdida
Desnorteada
Entôo o grito
E explodo
Permito-me chorar
Por quem merece
O meu pranto
Janeiro de 2012
Em Memória de Aderbal Xavier
Pai amado, Avô amoroso, Marido apaixonado e Amigo Leal
domingo, 22 de janeiro de 2012
Terra do Nunca
Um sol girando no céu
Fazendo verão
E verão
Em Terra Encantada
Versos escritos
Junto aos só sonhados
Amigos idos
Os livros lidos
E os não lidos
Crianças não mais vistas
Sorrisos e risadas cristalizadas
E a poeta
Persona e Personagem
Gira o Sol
E sorri
Um sol girando no céu
Fazendo verão
E verão
Memórias da Terra do Nunca
Lembranças do Mundo do Sempre
Sobrepostas no Agora
Janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Menino Tempo
Descobriu-se cansado
de ser sábio
ou velho
E, dono que era de todas as horas,
fez-se menino.
E, sendo menino,
brincava
com as possibilidades.
Assim como quem constrói castelos de areia.
Meio como quem descobre desenhos em nuvens.
E, mesmo menino,
sabia
das possibilidades.
Assim como quem sabe da onda na areia
Meio como quem conhece o vento na nuvem
E, por ser menino ,
gostava
da beleza invisível do vento,
da textura macia da onda.
E, por ser menino,
sabia.
Fazia do Ainda
a aurora do Quando.
Janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
Sentimental
Acordei hoje pensando em meus irmãos
os de sangue
e os da vida.
E ainda naqueles que estão,
dia a dia,
sorriso a sorriso,
soluço a soluço,
ombro a ombro,
poema e poema,
chegando à minha vida
e ficando
Minha ternura hoje é toda para vocês
A cada um de vocês que é
A cada um de vocês que está se tornando
Àqueles que eu nem sabia que vinham para ficar
Envio o meu abraço mais fraterno
E meu mais sincero pensamento
de Feliz Ano Novo
Janeiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
Elefantes Flamejantes
Eu vou decorar um coreto
Chamar uma banda de música
Um bloco de carnaval
Só para te contar
O que te parece novidade
Eu vou colocar faixas na sua rua
Desenhar na sua calçada
Grudar bilhetes na sua janela
Só para te mostrar
O que te parece inédito
Eu vou escrever poemas
Compor canções
Publicar um livro
Só para te dizer
O que te parece extraordinário
E quem sabe
Eu até te mostro
Os meus amigos
Só para você saber
O que é o meu normal
O que é ter cuidado
O que é ser leal
E vou ficar assistindo
A surpresa do seu olhar
No insight
Manada de elefantes em chamas.
Dezembro de 2011.
Era uma vez um gato amarelo. Em duas versões.
Era uma vez um gato amarelo... a versão da mulher.
Ela não desgostava de gatos. Também não gostava especialmente. Um dia, por capricho da vida, ficou com a custódia de um. Tinha nome de iogurte. Foi a primeira vez, depois de adulta, que precisou cuidar de uma coisa viva. Parecia fácil. Água, areia e ração.
Ele não se incomodava com os horários dela. Era carinhoso sem ser grudento. Percebia seus humores... deitava sobre o seu peito quando estava triste - coisa freqüente naqueles dias. Tinha os tempos dele... sumia de vez em quando. E, às vezes, ficava imóvel olhando o ar como se houvesse alguma coisa que só ele via. A ponto dela dar risada e perguntar se ele também escrevia.
Esteve com ela por dois anos. E isso já tem alguns agora.
Custou um bocado para perceber que aquela também foi a primeira vez, depois de adulta, que permitiu que cuidassem dela.
Era uma vez um gato amarelo... a versão do gato.
Ele não desgostava de gente. Também não gostava especialmente. Um dia, por capricho da vida, ficou com a custódia de uma. Não foi a primeira vez que precisou cuidar de alguma coisa viva. Sempre achou fácil. Era só atenção.
Ela tinha horários esquisitos. Achava estranho, mas respeitava. Afinal, ele também tinha lá suas manias. Estava sempre muito triste e isso às vezes o preocupava. Em pouco tempo percebeu que, se deitasse em seu peito, ela sorria. E ele gostava do sorriso dela.
Era carinhosa, mas parecia não gostar muito de mostrar isso. Não a via com outras pessoas. Pelo menos não desde que começou a cuidar dela. Levou um tempo até que ele a visse dar risada das coisas. E um pouco mais até a risada encher os grandes olhos dela.
Ficou com ela por dois anos. O tempo que achou suficiente para que ela ficasse bem.
Junho de 2010
Em memória de Chambinho
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Um Ano Novo que foi um Conto de Natal
Naquele ano, eu fui passar o ano novo com uma amiga querida, a Roberta, que inventou da gente ir ver uma praia à meia noite.
Todos os que estavam na festa foram, mas nos distanciamos na multidão. Passamos a virada do ano caminhando para a tal praia. E havia cerca de 100 metros e umas 300 pessoas entre cada um de nós. Na prática, estávamos cada um de nós sozinhos na multidão. E eu detesto multidões.
Poderia ter sido triste. Mas, na verdade, foi meio mágico.
É que, exatamente à meia noite, eu parei de andar e olhei para o céu. E tinha fogos. Alguma casa tocava uma música bonita que enchia a noite naquele pedaço de caminho. E eu vi que o lugar era uma alameda de eucalíptos. E os eucalíptos formavam um caminho verde no meio da noite. E inundavem o ar com um aroma fresco.
Os fogos no céu, a música na noite, o cheiro de eucalípto e a visão daquelas pessoas estranhas se cumprimentando na rua... estava uma coisa bonita de se ver. Parecia que eu estava dentro de um conto de Natal.
Eu sorri para a mulher ao meu lado e disse "Feliz Ano Novo"! E ela sorriu de volta. E me abraçou.
E o momento fez
daquelas pessoas estranhas
estranhamente familiares.
Milagrosamente familiares.
Quinze minutos depois, meus amigos se reagruparam. Desistimos da praia e voltamos.
Terminamos a noite eu e a minha amiga em um ponto de ônibus, a uma da manhã, dando risada de tudo e relembrando os muitos anos da nossa amizade.
Foi um Ano Novo Feliz.
Dezembro de 2011
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Desejo de Ano Novo
Envio a você o meu melhor pensamento
para que no novo ano
seu dias sejam repletos
repletos
de toda a paz
e de toda a magia
de toda a luz
e de toda alegria
repletos
de cores
e de sabores
repletos
de arte
e de amizade
repletos...
Bem, apenas repletos.
imagine você
pense você um sonho
faça você um desejo
que eu aqui
te envio o meu melhor pensamento
para que seus dias
dessa forma
sonhada ou desejada
transbordem!
Dezembro de 2011
Envio a você o meu melhor pensamento
para que no novo ano
seu dias sejam repletos
repletos
de toda a paz
e de toda a magia
de toda a luz
e de toda alegria
repletos
de cores
e de sabores
repletos
de arte
e de amizade
repletos...
Bem, apenas repletos.
imagine você
pense você um sonho
faça você um desejo
que eu aqui
te envio o meu melhor pensamento
para que seus dias
dessa forma
sonhada ou desejada
transbordem!
Dezembro de 2011
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Sonolenta Noite Insone
Não é nem que eu seja insone.
Na verdade, os olhos ardem.
Pesam.
Eu ia dormir
quando vi um vídeo do Lenine.
Eu ia dormir
quando lembrei de ligar para a minha mãe.
Eu ia dormir
quando meus olhos pousaram naquele livro que veio para casa comigo ontem.
Eu ia dormir
quando um amigo apareceu no MSN.
E eu estava quase indo dormir
quando esse verso olhou para mim.
E a cada música
E a cada riso
E a cada imagem
E a cada verso
Meu
ou do outro
Eu mesma me peço
E eu mesma permito:
"Mais um mergulho, vai... o último! Prometo!"
Sedenta de vida
Sonolenta sigo
Em noite insone.
Dezembro de 2011
Não é nem que eu seja insone.
Na verdade, os olhos ardem.
Pesam.
Eu ia dormir
quando vi um vídeo do Lenine.
Eu ia dormir
quando lembrei de ligar para a minha mãe.
Eu ia dormir
quando meus olhos pousaram naquele livro que veio para casa comigo ontem.
Eu ia dormir
quando um amigo apareceu no MSN.
E eu estava quase indo dormir
quando esse verso olhou para mim.
E a cada música
E a cada riso
E a cada imagem
E a cada verso
Meu
ou do outro
Eu mesma me peço
E eu mesma permito:
"Mais um mergulho, vai... o último! Prometo!"
Sedenta de vida
Sonolenta sigo
Em noite insone.
Dezembro de 2011
domingo, 18 de dezembro de 2011
Matemática
Domingo é um dia de magia
O meu acontece
Misteriosamente
Milagrosamente
Aos domingos mesmo
Quase sempre
Eu nem abri os olhos
E já sei que é domingo
Ainda que seja uma terça-feira.
Um ano tem 56 domingos
Dez anos 560
Cem anos 5600
Eu bem seria feliz com 5600 domingos
Então, o jeito é roubar na matemática
E deixar o domingo acontecer um tantinho mais de vez em quando
Quarta-feira passada, por exemplo
Aconteceu uma manhã linda de domingo
E aconteceram respingos de domingo por todo dia ontem - e era sábado
Então, nessa semana, já foram quase dois domingos inteiros
Olha só que coisa gostosa!
Uma semana com dois domingos!
E os outros dias?
Ah, os outros dias não ligam.
Eles gostam de ser domingo de vez em quando.
O bom de você ser poeta
é que até as suas quartas-feiras
têm vocação para domingo.
Olha, eu nem sei como começou o poema.
Então, como é que eu vou saber como parar?
Enquanto isso, faz você a sua conta!
Quantos domingos você precisa na sua vida
para ser feliz?
E se, nessa vida,
você não nasceu poeta
para deixar a magia respingar
ou inundar
seus outros dias
Eu posso te sugerir luares
ou chocolate
Eu posso te sugerir canções
ou risada de criança
E posso te sugerir
um Poema!
Não esqueça.
Um ano
só tem
56 domingos!
Dezembro de 2011
Domingo é um dia de magia
O meu acontece
Misteriosamente
Milagrosamente
Aos domingos mesmo
Quase sempre
Eu nem abri os olhos
E já sei que é domingo
Ainda que seja uma terça-feira.
Um ano tem 56 domingos
Dez anos 560
Cem anos 5600
Eu bem seria feliz com 5600 domingos
Então, o jeito é roubar na matemática
E deixar o domingo acontecer um tantinho mais de vez em quando
Quarta-feira passada, por exemplo
Aconteceu uma manhã linda de domingo
E aconteceram respingos de domingo por todo dia ontem - e era sábado
Então, nessa semana, já foram quase dois domingos inteiros
Olha só que coisa gostosa!
Uma semana com dois domingos!
E os outros dias?
Ah, os outros dias não ligam.
Eles gostam de ser domingo de vez em quando.
O bom de você ser poeta
é que até as suas quartas-feiras
têm vocação para domingo.
Olha, eu nem sei como começou o poema.
Então, como é que eu vou saber como parar?
Enquanto isso, faz você a sua conta!
Quantos domingos você precisa na sua vida
para ser feliz?
E se, nessa vida,
você não nasceu poeta
para deixar a magia respingar
ou inundar
seus outros dias
Eu posso te sugerir luares
ou chocolate
Eu posso te sugerir canções
ou risada de criança
E posso te sugerir
um Poema!
Não esqueça.
Um ano
só tem
56 domingos!
Dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Foto de um dia nem tão cinzento
Geralmente, eu não gosto de dias cinzas.
Acho-os escuros. Um tanto insossos.
E abafados
Só que, hoje,
o vento nos presenteou
com nuvens luminosas decorando o canto direito do céu.
Ali perto da minha montanha.
Pincelou azul clarinho em toda a beirada esquerda do dia.
E arrumou os grandes flocos cor de chumbo no miolo.
Surpreendente dia cinza o de hoje
que deixou o vento brincar de aquarela
em suas beiradas
só para alegrar olhos poetas
a caminho do trabalho
Dezembro de 2011 - devaneios pela palavra
Geralmente, eu não gosto de dias cinzas.
Acho-os escuros. Um tanto insossos.
E abafados
Só que, hoje,
o vento nos presenteou
com nuvens luminosas decorando o canto direito do céu.
Ali perto da minha montanha.
Pincelou azul clarinho em toda a beirada esquerda do dia.
E arrumou os grandes flocos cor de chumbo no miolo.
Surpreendente dia cinza o de hoje
que deixou o vento brincar de aquarela
em suas beiradas
só para alegrar olhos poetas
a caminho do trabalho
Dezembro de 2011 - devaneios pela palavra
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